<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011</id><updated>2012-02-16T08:46:03.619Z</updated><title type='text'>Escrita Tribal</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>31</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-115223087744551203</id><published>2006-07-07T00:18:00.000+01:00</published><updated>2006-07-07T01:07:57.456+01:00</updated><title type='text'>Pipocas</title><content type='html'>Podia adicionar as "Pipocas" às receitas, mas dado o incalculável valor de algo que se descobre por tentativa e erro, vou antes dar-lhe o destaque de um post próprio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Receita de Pipocas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Doces&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocar o milho no tacho (eu uso sempre um de aço inox - não interessa a dimensão) preenchendo o fundo de forma a que não se sobreponham grãos de milho.&lt;br /&gt;Com milho em excesso não haverá espaço no tacho para que todos se rebentem em pipocas, resultando em milho que não rebenta ou pipocas queimadas apertadas contra o fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deitar sobre o milho óleo ou azeite suficiente para que seja possível humeder todos os grãos. Não é necessário muito óleo para submergir os grãos - em vez disso inclinar o tacho para mergulhar todos os grãos no óleo, e  agitar o tacho para que se disponham no fundo de forma homogénea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tapar o tacho (tampas de vidro são ideais), e colocar o tacho em lume forte.Deixar em lume forte apenas até que as pipocas se comecem a formar, altura em que se deve baixar o lume para o mínimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que começarem a rebentar, levantar o tacho e agitar, para que as pipocas (por serem mais leves que o milho antes deste rebentar) fiquem por cima dos grãos. Ir agitando e colocando sobre o lume, até que se deixe de ouvir as pipocas. Quando o volume de pipocas já praticamente alcançar a tampa (assumindo que não se deitou no tacho demasiado milho), pode-se desligar o lume, antes dos dois ou três últimos "pops". O calor e o fundo quente serão suficientes para fazer rebentar os últimos grãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despejar três ou quatro colheres de mel (ou mais, caso seja um tacho grande de pipocas), tentando atingir a maior superfície de pipocas possível. Tapar, e quando se começar a escutar o som do mel que escorreu a ferver no fundo é sinal que este está líquido o suficiente para se agitar afim de misturar o melhor possível o mel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixar o mel a ferver no fundo do tacho (senão ficará queimado) portanto agite-se bem, tendo já próximo e preparado o recipiente onde se despejar e servir as pipocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Salgadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A receita é em quase tudo semelhante à receita das Doces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usar-se apenas mais um pouco de óleo ou azeite (no máximo o dobro), sendo necessário essa oleosidade extra para que o sal se fixe melhor às pipocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após desligar o lume e se deixarem de ouvir as pipocas, despejar logo para o recipiente colocando-se então sal marinho moído (fino), ou refinado (para quem preferir usar deste). Agitar as pipocas no recipiente para se misturar bem o sal (se tiver tampa aproveite-se para usá-la).&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dicas: &lt;/span&gt;Para facilitar a lavagem dos tachos e evitar usar-se muito detergente, limpe-se primeiro o tacho oleado/"azeitado" com papel absorvente. Quem quiser poupar árvores (ou seja, papel absorvente), pode sempre limpar o fundo com pão (o que não também não sabe nada mal para quem goste de azeite e mel).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-115223087744551203?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/115223087744551203/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=115223087744551203' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/115223087744551203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/115223087744551203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2006/07/pipocas_07.html' title='Pipocas'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-114096699500686055</id><published>2006-02-26T15:13:00.000Z</published><updated>2006-02-26T15:16:35.033Z</updated><title type='text'>Perdidos e Achados</title><content type='html'>Nunca se poderá perder algo que nunca realmente se teve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se perdem são as ilusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Hmm... a(s) história(s) que daqui poderia(m) sair agora...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-114096699500686055?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/114096699500686055/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=114096699500686055' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/114096699500686055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/114096699500686055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2006/02/perdidos-e-achados.html' title='Perdidos e Achados'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-113692319834603883</id><published>2006-01-10T19:37:00.000Z</published><updated>2006-01-10T20:02:02.960Z</updated><title type='text'>Estatísticas para os (ainda) vivos</title><content type='html'>Brevemente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira causa de morte em Portugal são as doenças cardiovasculares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda é o cancro no cólon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entenda-se: morte devido ao que respiram/inalam e ao que comem (sem descuidar a relação destes factores ao resto dos hábitos de vida pouco saudáveis).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns links para números e estatísticas recentes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/doencas/doencas+do+aparelho+circulatorio/doencascardiovasculares.htm"&gt;Ministério da Saúde - Doenças Cardiovasculares&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ine.pt/"&gt;Instituto Nacional de Estatística&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://alea-estp.ine.pt/html/actual/html/actual.html"&gt;ALEA - Actualidades do INE (Instituto Nacional de Estatística)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não perguntem o que fizeram vocês ao mundo...&lt;br /&gt;Perguntem-se antes o que fizeram a vós mesmos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-113692319834603883?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/113692319834603883/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=113692319834603883' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/113692319834603883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/113692319834603883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2006/01/estatsticas-para-os-ainda-vivos.html' title='Estatísticas para os (ainda) vivos'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-113604278436880124</id><published>2005-12-31T14:27:00.000Z</published><updated>2005-12-31T15:26:24.436Z</updated><title type='text'>Equilíbrio dos Extremos</title><content type='html'>Nenhum objecto perde o seu "dono". Todo o lixo pertence aos ratos, aos miseráveis e aos governantes dos contentores, ou a todos, talvez um dia, mas só quando existir realmente igualdade entre todos, quando nada pertença a ninguém e tudo seja de todos.&lt;br /&gt;Para existirem reis terão de existir súbditos, para existirem padres terá haver uma paróquia, para vendedores compradores. O castelo e as suas muralhas só se justificam para proteger o povo e suas frágeis habitações. A "sorte" de uns implica o "azar" de outros, e vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto existirem os extremamente ricos, existirão os extremamente pobres. Esse é o preço resultante da nossa individualidade, da nossa necessidade de sermos diferentes e únicos, eventualmente, da nossa desigualdade. Não poderia existir uma Terra de homens e mulheres, de dia e noite, de esquerda e direita, sem esta regra. Nenhum impulso positivo poderá libertar-se sem que haja um seu contrário negativo. O equilíbrio da Terra a isto obriga, o "equilíbrio dos extremos", pois na Natureza não há desperdício, mas uma lei de compensação. A cada evento num extremo, necessitará de haver uma extrema contrapartida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para possibilitar uma "insignificante" acção do nosso quotidiano, uma linha imensa de eventos interligados teve de acontecer, para nos possibilitar a multiplicidade de condições indispensáveis a essa nossa acção. Qualquer acção individual terá portanto imensas implicações, mesmo que apenas as que nos são próximas sejam mais facilmente observáveis. Em tudo o que a nós está ligado de alguma forma, haverão repercussões pelas nossas acções. É claro que como em última análise tudo está ligado, a existência de cada um de nós afecta todo o mundo e todo o universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gigantesco não?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-113604278436880124?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/113604278436880124/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=113604278436880124' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/113604278436880124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/113604278436880124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2005/12/equilbrio-dos-extremos.html' title='Equilíbrio dos Extremos'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-113503151295322229</id><published>2005-12-19T20:48:00.000Z</published><updated>2005-12-19T23:04:16.903Z</updated><title type='text'>O Espírito Natalício</title><content type='html'>Este ano não quero prendas.&lt;br /&gt;Não tenho motivos para festejar, nem fui contaminado pelo "espírito natalício".&lt;br /&gt;Perguntaram-me se não estava animado por ser quase Natal, mas afinal estamos a festejar o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Talvez quase) 2006 anos depois de Jesus Cristo ter nascido (numa data que nem é de facto esta), ter sido perseguido por tentar semear a bondade e o amor nos corações das pessoas, enfim perseguido por ser um "tipo estranho", ter sido crucificado, "ter morrido para salvar a raça humana", o que mudou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O planeta não está em paz, as guerras continuam&lt;br /&gt;Os países desenvolvidos continuam a investir no desenvolvimento do seu armamento&lt;br /&gt;Nos países do 3.º mundo a fome, a miséria e a doença continuam&lt;br /&gt;A igualdade e a fraternidade continuam a ser uma utopia distante&lt;br /&gt;Os direitos humanos e dos animais continuam a ser desrespeitados&lt;br /&gt;O racismo e a xenofobia continuam a manifestar-se&lt;br /&gt;As várias formas de violência continuam a ser fontes de lucro&lt;br /&gt;A Natureza continua a ser explorada em nome da economia, despreocupadamente&lt;br /&gt;A camada de ozono e continua a ser danificada&lt;br /&gt;As estações do ano desaparecem com o desregular das condições meteorológicas&lt;br /&gt;A poluição e o efeito de estufa continuam a ser uma ameaça, cada vez mais grave&lt;br /&gt;A água é um bem cada vez mais escasso e está sob contagem decrescente&lt;br /&gt;As d.s.t. continuam a somar vítimas&lt;br /&gt;Os hábitos de vida saudáveis continuam a ser secundários face aos luxos da civilização&lt;br /&gt;Os efeitos da alimentação irracional continuam a ser uma das maiores causas de mortalidade&lt;br /&gt;Continua a consumir-se tabaco, alcoól, café, e outras drogas menos legalizadas&lt;br /&gt;Muitos continuam a afirmar que o melhor da vida são as coisas que fazem mal&lt;br /&gt;A "educação alimentar" é uma miragem&lt;br /&gt;A raça dominante dita racional continua a agir maioritariamente para o prazer dos 5 sentidos&lt;br /&gt;A cidadania continua a fraquejar frente ao egoísmo&lt;br /&gt;As multinacionais continuam a aproveitar a mão de obra barata dos países sub-desenvolvidos&lt;br /&gt;Apesar da crise económica (de alguns), nesta época o consumismo aumenta&lt;br /&gt;É inverno e o frio atormenta os desalojados&lt;br /&gt;Os media, o nosso veículo de contacto com o resto do mundo, continuam a ser um negócio&lt;br /&gt;A televisão, o maior educador das massas, continua a ser utilizada em proveito de uma minoria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nossos filhos são entregues em escolas onde libertam os pais da responsabilidade educativa, atenção e amor parental, permitindo assim que os progenitores passem a maior parte do seu dia no emprego e nas viagens entre este e o domicílio, locais onde acumulam a "boa disposição" e o stress que levam para casa à noite e com o qual lidam com os filhos e os conjugues, cansados e sem paciência, tudo em nome da "qualidade de vida" e das "necessidades dos dias de hoje"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a maior parte das pessoas previligiadas que não sofrem de carência graves, continua a viver a sua vida em redor do seu umbigo, optando por ignorar todo o sofrimento da Humanidade, aproveitando ter-se convencionado que nesta data se devia festejar alguma coisa para se encher de abundância, luxos e um abuso de prendas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já me ia esquecendo... é a época da reunião da família... aquela a que nos outros 364 dias do ano mal falamos porque estamos demasiado ocupados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui fica um "ETC.", para se terminar uma lista que o leitor completaria com outros reparos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto estamos a celebrar o quê? O Pai Natal em que ninguém acredita? Um único dia por ano de "fraternidade" porque se convencionou que esta é a altura para isso? O nascimento do crucificado que morreu para nos "salvar", e para que hoje pudessemos ter esta "bela e próspera" sociedade? E quantos é que nos dias de hoje acreditam que Jesus Cristo existiu realmente? E quantos crentes é que afirmam que o amor que movia o "fantástico" Jesus Cristo está além das nossas capacidades humanas, afastando-o sob justificação de que ele era "filho de Deus"? Quantos de vós crentes viram assim as costas a Deus? Não são vocês também filhos de Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos é que ainda acreditam em Deus? E quantos é que ainda acreditam na justiça de Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ler este post o deixou de alguma forma perturbado, não dê muita atenção ao efeito. Se pensar, tudo o que foi escrito não é novidade nenhuma, e se estava bem disposto antes de ler pode continuar bem disposto, porque nada mudou no mundo antes e depois da sua leitura (e você ainda é a mesma pessoa que era há minutos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Mais um) Feliz Natal, e (mais um) Próspero Ano Novo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-113503151295322229?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/113503151295322229/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=113503151295322229' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/113503151295322229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/113503151295322229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2005/12/o-esprito-natalcio.html' title='O Espírito Natalício'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-113492693002710307</id><published>2005-12-18T16:08:00.000Z</published><updated>2005-12-18T17:28:50.056Z</updated><title type='text'>Manifesto pela liberdade e pelo amor</title><content type='html'>A acção é inevitável, e a inércia precede a morte.&lt;br /&gt;Aqueles cuja acção não derivar das suas escolhas, da sua consciência e do seu controlo, aqueles que não agirem para os seus próprios objectivos, serão levados agir por vontades, iniciativas e controlo de outrém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pode haver liberdade sem livre-arbítrio.&lt;br /&gt;Não pode haver livre-arbítrio sem haver escolhas.&lt;br /&gt;Se as vossas escolhas não corresponderem aos vossos próprios objectivos, estarão a escolher para satisfação dos objectivos de outros. E que liberdade real pode haver nas escolhas de alguém sem objectivos próprios? Que liberdade pode haver nas escolhas de alguém que não tenha consciência da origem, motivos e finalidade das suas acções?&lt;br /&gt;Que liberdade pode haver numa vida que não se controla?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos que vos amam realmente não esperem manipulação ou controlo.&lt;br /&gt;Alguém livre para decidir amar-vos conscientemente não vos irá prender sequer a si mesmo, nem vos tentará guiar para satisfazer os seus próprios desejos.&lt;br /&gt;Alguém livre para decidir amar-vos conscientemente só desejará ser amado da mesma forma, desejará que sejam livres para decidirem vós mesmos a vossa vida e a quem amar.&lt;br /&gt;Alguém livre para decidir amar-vos não terá medo de vos perder, pois saberá que nunca vos teve, nem se pode ter quem não seja livre para se dar.&lt;br /&gt;O amor não se exige, o amor oferece-se. Não pode haver amor real sem liberdade.&lt;br /&gt;Alguém livre para decidir amar-vos saberá que somente poderá saborear o verdadeiro amor, se o verdadeiro amor lhe for oferecido livremente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém vos pressionará a nada se não for por vontade de vos ver corresponder aos seus propósitos. Ninguém vos pressionará se não vos quiser usar.&lt;br /&gt;Só vos controlará quem não tiver interesse na vossa liberdade, quem vos quiser dirigir por motivos pessoais, por egoísmo consciente ou inconsciente, para satisfação do seu ego, mesmo que afirme querer-vos todo o bem do mundo. Se vós mesmos não tiverem liberdade como podem ser livres para amar? Se não derem liberdade a quem amam, como podem realmente ser amados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo que não controlam é aquilo que vos controla a vós. Aquilo que não conhecem é onde reside as vossas fraquezas, é aquilo que sem conhecer nunca poderão controlar, enquanto que algo que desconhecem poderá controlar-vos facilmente. As fraquezas e os medos só sobrevivem devido à vossa ignorância sobre aquilo que vos pode controlar. Aquilo que permanece fora do vosso conhecimento é aquilo que vos tentará controlar através do medo. Aquilo que permanece fora do vosso conhecimento é aquilo que lucra através do vosso medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não tiverem controlo em vós mesmos, não controlarão também os vossos sentimentos, não controlarão o vosso amor. Se não tiverem controlo em vós mesmos e nos vossos sentimentos, então como poderão oferecer amor? Como poderão oferecer algo sobre o qual não têm controlo? E porque razão alguém que vos ame realmente desejará um amor cuja oferta não foi realmente vossa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se já nem o amor for fruto da vossa liberdade, se o amor não for uma escolha vossa, então serão dominados por esse amor, estarão sujeitos a essa ferramenta para a vossa manipulação.&lt;br /&gt;Se não forem livres para amar, então o amor será uma vossa fraqueza.&lt;br /&gt;Como é que poderão ser felizes sem liberdade? Como é que poderão ser felizes olhando a realidade além das gaiolas que vos prendem? Como é que poderão realmente ser felizes, se a única maneira de evitarem a vossa tristeza for baixar os olhos e não olhar além das grades? Como poderão ser livres se não enfrentarem os vossos medos?&lt;br /&gt;Se o amor não for fruto da vossa liberdade, então que felicidade poderão obter desse amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não se conhecerem a vós mesmos,&lt;br /&gt;Se não se tornarem conscientes de quem são e do que sentem,&lt;br /&gt;Se não tiverem controlo nos vossos sentimentos, na vossa realidade e na vossa vida,&lt;br /&gt;Então quem tem? Quem é que vos controla e à vossa vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como é que permitem que a vossa vida vos seja retirada assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despertem - estão VIVOS !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A todos os que ainda acreditam na liberdade e no amor)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-113492693002710307?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/113492693002710307/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=113492693002710307' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/113492693002710307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/113492693002710307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2005/12/manifesto-pela-liberdade-e-pelo-amor.html' title='Manifesto pela liberdade e pelo amor'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-113461074329521534</id><published>2005-12-14T22:24:00.000Z</published><updated>2005-12-15T01:39:03.353Z</updated><title type='text'>O Espaço e Tempo entre o Nada e o Eterno</title><content type='html'>Talvez não haja uma existência além do que chamamos vida, e a morte seja o fim de tudo o que fomos durante a nossa manifestação de poucos anos. Nesta situação, depois do nosso último suspiro o que fomos continuará apenas nas memórias dos vivos, cujos julgamentos sobre o que fizemos em vida pouco interessarão para um morto. Nos escassos 80 anos de vida (se vivermos tanto), o importante é aproveitar ao máximo o que pudermos, e o sucesso no espaço de uma única vida podia ser avaliado pela quantidade e diversidade de experiências de um indivíduo.&lt;br /&gt;Podem ralhar-nos o que quiserem, mas se só tivermos acesso a uma vida, quem é que tem autoridade, direito, razão, para impedir um indivíduo de aproveitar a sua liberdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não querendo defender ou incitar à libertinagem inconsequente, mas continuando a teoria de que temos neste momento acesso à única oportunidade de existir, numa longa história de milhões de anos de todo o Universo, egoísmo, egocentrismo, intolerância, a lei do mais forte, serão compreensíveis nesta vida que será tudo o que temos. Talvez pareça pouco "humano", mas para quê e porquê reprimir desejos do ego, da mente e do corpo, desperdiçar a auto-realização de cada momento? Repare-se ainda que se a nossa personalidade for o resultado duma vida somente, essa personalidade terá sido em grande parte moldada pela mesma sociedade que nos passa noções de ética, moral e pecado. Ao mesmo tempo que nos cultiva de pulsões, libido, desejos vários, rega-nos de proibições e impedimentos de ordem moral, religiosa, política, social, colhendo pois repressões, traumas, frustrações, insatisfação. Parecerá sem dúvida estranha e confusa esta "horta social" cujo sentido, a função dos seus processos  será muito mais clara e lógica para quem colhe os frutos que possa dar, mas como se verifica frequentemente o sucesso e benefício de alguns é o insucesso e a desgraça de outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras pessoas sentem que a existência não se limita a uma vida, e questionam-se sobre diversos assuntos que por vezes se expandem além dos 5 sentidos. Para estas pessoas o sentido da vida implica outra complexidade de questões, como o resultado das nossas acções sob outras perspectivas, o efeito dos nossos pensamentos noutros planos, de onde vimos, para onde vamos.&lt;br /&gt;Para aqueles cujo sentido da vida não engloba questões deste tipo, nada mais há a adiantar além de desejar boa sorte, uma próspera vida cheia de riquezas e abundância em todos os aspectos, e que beneficiem de todos os luxos e comodidades que uma vida pode proporcionar.&lt;br /&gt;Para aqueles que sonham coisas além do "sonho americano" - a casa nos subúrbios com jardim e piscina, bela esposa, belo casal de filhos, cão, gato, emprego estável e bem pago, carro da empresa e outro na garagem, etc. - a morte tem outro simbolismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez haja uma existência além do que chamamos de vida. Se houver, hoje seremos sem dúvida o resultado de muitas vidas passadas, sob várias formas, e este preciso momento a que chamamos Presente é um ponto numa linha de vidas que começou há muito tempo e continuará certamente, talvez eternamente. É pouco provável que entre todos os habitantes da Terra, todos estejamos neste momento a viver a nossa última vida como seres humanos, e será lógico que nesta vida não estejamos todos no mesmo ponto da linha. Assim o objectivo da actual vida de uma pessoa pode não ser semelhante com o de outra. Talvez sejamos todos gotas de água numa mesma onda, mas a formação e rebentação de uma onda tem várias fases, e nem todas as gotas de água têm a mesma função e local de acção, apesar de estarem sem dúvida ligadas entre si de alguma forma, dependentes umas das outras, da colaboração de cada uma na sua missão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inserindo-se o livre arbítrio e uma verdadeira liberdade de escolha do indivíduo (porque no fundo falamos de pessoas e não de gotas... apesar de não garantir que as gotas de água não tenham também o seu livre arbítrio), este terá sempre uma decisão sobre o seu lugar na onda, e será portanto possível mover-se de alguma forma por sua vontade, porém com alguma limitação, devido ao local que ocupa inicialmente no mar. Caberá a cada um, se não estiver satisfeito com a sua função, considerar do seu lugar e perspectiva o percurso da base à crista da onda e avaliar as suas possibilidades, sabendo que da mesma forma como se alguém remover uma porção de gotas de uma quantidade de água, as gotas adjacentes ocuparão o local em falta, se uma gota de água se desviar da sua missão actual, outra tomará o seu lugar. Numa onda qualquer acção de uma gota obrigará a uma imensidão de movimentos de muitas outras para re-estabelecer o equilíbrio, numa compensação impressionante da notável força da Natureza. Nenhuma acção passa despercebida, nenhum movimento é livre de consequências, qualquer gesto é gigantesco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mundo é grande, com espaço para todos, com suas as ideias, crenças e teorias, para vidas singulares ou múltiplas desde o nada até à eternidade. E permanecerá sempre a liberdade de  cada um escolher o que quer (dadas as possibilidades do ponto de partida), se mudar se insatisfeito ou fincar pé e recusar mover-se, de nos convencermos oprimidos ou livres, de querermos morrer, ou decidir que viveremos para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-113461074329521534?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/113461074329521534/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=113461074329521534' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/113461074329521534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/113461074329521534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2005/12/o-espao-e-tempo-entre-o-nada-e-o.html' title='O Espaço e Tempo entre o Nada e o Eterno'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-113442288363332438</id><published>2005-12-12T20:56:00.000Z</published><updated>2005-12-12T21:28:03.646Z</updated><title type='text'>Adivinha</title><content type='html'>Parte 1:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é coisa qual é ela que&lt;br /&gt;se move e berra como uma ovelha,&lt;br /&gt;se "veste" como uma ovelha,&lt;br /&gt;se rodeia e comunica com ovelhas,&lt;br /&gt;e parece* agir em tudo como uma ovelha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*"parece", porque sabe-se lá o que vai ao certo na cabeça de uma ovelha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta: Pelo que tudo indica, é uma ovelha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte 2:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quisessem descobrir no meio dum rebanho de 6 mil ovelhas em tudo semelhantes uma diferente o que faziam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta: São ovelhas... qual a diferença? "Todas diferentes, todas iguais", mas são ovelhas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comunicado a todas as ovelhas diferentes do rebanho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdão pela indiferenciação, mas eu juro que vocês pareciam tal e qual ovelhas.&lt;br /&gt;Os meus parabéns já agora, enganaram-me bem, e acho que enganavam qualquer outra ovelha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-113442288363332438?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/113442288363332438/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=113442288363332438' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/113442288363332438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/113442288363332438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2005/12/adivinha.html' title='Adivinha'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-113402103066142016</id><published>2005-12-08T05:17:00.000Z</published><updated>2005-12-08T05:55:29.216Z</updated><title type='text'>Entrevista com o Sr. Lobo Mau</title><content type='html'>Citações do Sr. Lobo Mau:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim, eu sou o Lobo Mau."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim, é claro que eu sei que cantam e que não têm medo de mim."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas para que quereria eu que tivessem medo de mim?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se tivessem medo de mim como poderia aproximar-me tanto de vocês ovelhas, princesas, meninas e meninos inocentes e porquinhos inconscientes e inconsequentes? Se tivessem medo, fossem sensatos e fugissem salvar-se-iam."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Prefiro ser um Lobo Mau querido, amável e "inofensivo", facilita-me imenso a caça, e não posso queixar-me da falta de comida."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não acreditam que sou um Lobo Mau de sucesso!? Sério!? Óptimo, óptimo, então é porque não têm nem precisam de ter medo de mim!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ovelhas são cegas, surdas e mudas...&lt;br /&gt;As princesas e os príncipes foram desacreditados por fracassos, traições e divórcios...&lt;br /&gt;A inocência das meninas e dos meninos tornou-se obsoleta depois da abolição do bem e do mal , do certo e do errado...&lt;br /&gt;Porquinhos, jovens, inconscientes e inconsequentes, super-confiantes nas suas (in)capacidades, são devorados mais cedo ou mais tarde, e diga-se que são facilmente manipuláveis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro porquinho!? Oh por favor!!!... Ninguém quer ser o porco cromo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-113402103066142016?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/113402103066142016/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=113402103066142016' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/113402103066142016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/113402103066142016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2005/12/entrevista-com-o-sr-lobo-mau.html' title='Entrevista com o Sr. Lobo Mau'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-113208155708207427</id><published>2005-11-15T18:01:00.000Z</published><updated>2005-11-15T19:05:57.133Z</updated><title type='text'>Era uma vez...</title><content type='html'>Era uma vez uma princesa que vivia no cimo de uma torre,&lt;br /&gt;e como todas as princesas adolescentes,&lt;br /&gt;queria mais liberdade do que os seus pais lhe estavam dispostos a dar.&lt;br /&gt;Por isso a princesa sentia-se presa e sempre que podia, escapava-se,&lt;br /&gt;encontrando a satisfação da liberdade em tudo o que os seus pais não queriam que ela fizésse,&lt;br /&gt;mas é mesmo assim com os jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa princesa era especial, ela tinha nascido com uma missão importante&lt;br /&gt;trazia dentro dela a semente da paz, a sabedoria da natureza e o brilho do cristal,&lt;br /&gt;mas ela não sabia nada disso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia após dia, a princesa continuava a sentir-se presa e quanto mais se sentia assim,&lt;br /&gt;mais se escondia de todos, e fugia para a liberdade de tudo o que lhe era proibido.&lt;br /&gt;Assim, se afastava cada vez mais de tudo quanto era belo e mágico e que a chamava dentro dela,&lt;br /&gt;e se aproximou de tudo quanto era caótico e enfeitiçante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendeu a suportar a vida pelo sabor dos venenos e anestesiantes,&lt;br /&gt;mas quanto mais o fazia, mais se afastava da sua missão:&lt;br /&gt;a de ser uma menina-estrela, que parecia cada vez mais distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refugiada e fechada de um mundo que a magoava, ela desejava não sentir,&lt;br /&gt;e afastava-se também de toda a luz dentro dela.&lt;br /&gt;Aos poucos a semente, a menina-estrela que esperava dentro dela para nascer&lt;br /&gt;foi ficando abandonada, a sua voz tornou-se lamento, e foi abafado pelo ruído da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia um príncipe sem destino passou perto do reino da princesa.&lt;br /&gt;Entrou numa taberna, sítio pouco próprio para um príncipe,&lt;br /&gt;mas a alegria e simplicidade daqueles lugares sempre o tinham divertido.&lt;br /&gt;Mas pouco importava para a sua casta de nobreza,&lt;br /&gt;pois era um príncipe sem reino, era um príncipe sem coroa, e era um príncipe sem ouro.&lt;br /&gt;Ele procurava pelo mundo pedaços de liberdade e de beleza pura,&lt;br /&gt;para aumentar o seu único tesouro: o seu mais belo palácio, contruído e protegido no seu peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa taberna encontrou uma rapariga com um olhar que lhe despertou estranhamente a atenção.&lt;br /&gt;Nos seus olhos achou um brilho que nunca tinha encontrado antes, e isso deixou-o muito curioso.&lt;br /&gt;Por seu lado, a rapariga misteriosa, princesa disfarçada,&lt;br /&gt;também se sentiu atraída por aquele nobre estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num dia de baile real, os dois voltaram a encontrar-se.&lt;br /&gt;Ele fugira do barulho da festa e ela vira-o sair para a varanda.&lt;br /&gt;Na noite fria, ele cobriu-a com a sua capa, e beijaram-se à luz da lua cheia.&lt;br /&gt;A princesa contou-lhe poemas, e ele contava-lhe histórias de países e culturas longínquas,&lt;br /&gt;enquanto se encantavam mutuamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa noite, o príncipe teve uma visão:&lt;br /&gt;durante um sonho, meio acordado, meio adormecido,&lt;br /&gt;o príncipe viu uma menina agachada num canto de um sótão poeirento e escuro.&lt;br /&gt;A menina estava de cócoras, agachada e agarrada às próprias pernas,&lt;br /&gt;chorava de solidão, com falta de amor e de atenção.&lt;br /&gt;Chorava porque estava abandonada, tinha sido esquecida.&lt;br /&gt;O príncipe aproximou-se da pequena, de pele branca e cabelo escuro.&lt;br /&gt;Ao vê-lo ela virou-se e perguntou-lhe se tinha vindo para cuidar dela.&lt;br /&gt;E ele disse que sim, que ia cuidar dela, e não a deixaria mais sozinha.&lt;br /&gt;Abraçou a pequenita nos braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordou, com uma nova esperança, com um novo sorriso - estava feliz.&lt;br /&gt;Mergulhado nos olhos daquela rapariga, o príncipe sem destino&lt;br /&gt;tinha encontrado dois lagos onde respousar,&lt;br /&gt;banhado por aquela imensa luz que havia encontrado&lt;br /&gt;e cuja origem tinha descoberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiram-se dias de magia, dias de amor e de ternura&lt;br /&gt;Como o são todos os dias dos apaixonados de fresco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele mundo de sensações fortes já o príncipe tinha habitado, mas há muito que deixara para trás.&lt;br /&gt;Noutros tempos já ele tinha tentado conhecer a vida tal como ela se vestia - cruel:&lt;br /&gt;misteriosa quando nos fascina, mas rude quando nos arruina os sonhos.&lt;br /&gt;Sempre fora um mundo onde a paz interior e a felicidade,&lt;br /&gt;dependera da sua capacidade de dar a tudo uma perspectiva positiva,&lt;br /&gt;de ver beleza nos pormenores das coisas feias,&lt;br /&gt;de lhes achar um sentido.&lt;br /&gt;Isso porém, era uma manobra que o seu coração inexperiente nem sempre conseguia concretizar.&lt;br /&gt;Já no Passado tinha aceite que aquele mundo alucinante entrasse no seu palácio,&lt;br /&gt;e havia saboreado a sua amargura impiedosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso havia decidido caminhar sem destino,&lt;br /&gt;após concluir que só as expectativas poderiam levar às desilusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De novo no reino, rodeava-se agora de gente do povo e da realeza.&lt;br /&gt;A proximidade de tais pessoas inquietavam-no, pois reconhecia a falsidade dos seus sorrisos,&lt;br /&gt;as suas cortesias ensaiadas, e a desconfiança com que o olhavam.&lt;br /&gt;Não lidava com pessoas reais, mas sim com perigosas personagens de um teatro,&lt;br /&gt;que rapidamente poderiam mudar de cara e corpo, mestres a representar farsas.&lt;br /&gt;A jovem inconsciente da luz que trazia em si, vivia nesse mundo à deriva.&lt;br /&gt;Saboreava os doces venenos dos sentidos, agarrando como podia o que alcançava,&lt;br /&gt;mesmo quando já dificilmente conseguia manter o que tinha nos braços,&lt;br /&gt;mas os jovens são mesmo assim.&lt;br /&gt;Habituado a outro mundo, o príncipe tentou enquanto pôde acompanhar a jovem,&lt;br /&gt;mas as pessoas do reino sabiam que ele não pertencia ali,&lt;br /&gt;e aos poucos armadilhavam o seu caminho,&lt;br /&gt;afastavam-no e faziam-no sentir indesejado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos o príncipe trocava o refúgio do seu palácio interior,&lt;br /&gt;pela incisiva solidão daquela multidão, cada vez mais desamparado e abandonado.&lt;br /&gt;O seu sorriso desaparecia de dia para dia, e a jovem apercebeu-se da diferença,&lt;br /&gt;pois já nem a sua presença restaurava ao príncipe o seu brilho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se de início achou pertinente falar com a jovem amada sobre isso,&lt;br /&gt;percebeu que não tinha o direito de interferir na sua liberdade.&lt;br /&gt;Sentiu que afinal, o intruso no reino era ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo da jovem matava-o lentamente,&lt;br /&gt;quebrava-lhe até a vontade de resistir, e ele consciente de tal, permitia-o,&lt;br /&gt;em troca de uma princesa que cada vez mais se afastava,&lt;br /&gt;levada pelo fascínio dos mesmos venenos que o magoavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa noite ele sonhou o que a sua mente negava - que ela o abandonaria, se continuássem assim.&lt;br /&gt;Num ímpeto de coragem, o príncipe tentou ainda despertar a jovem,&lt;br /&gt;tentando evitar o desmoronar de uma história de amor.&lt;br /&gt;Nos seus anos de viagens ele havia aprendido muitas coisas,&lt;br /&gt;"estranhas" para quem leva uma vida entre muralhas.&lt;br /&gt;Por artes mágicas congelou a sua alma num cristal,&lt;br /&gt;e com ele fez um desenho onde revelava a sua eternidade,&lt;br /&gt;os seus poderes,&lt;br /&gt;e os seus segredos.&lt;br /&gt;Ofereceu-o à princesa, revelando-lhe parcialmente o que lhe entregava,&lt;br /&gt;na esperança que tal visão a levásse a desviar os véus que a cegavam.&lt;br /&gt;Ela hesitante acabou por aceitar,&lt;br /&gt;sem saber ao certo aquilo que lhe era confiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resistindo o mais que pôde,&lt;br /&gt;chegou um dia porém que o príncipe não conseguiu mais adiar as suas lágrimas.&lt;br /&gt;Todas as suas tentativas falharam,&lt;br /&gt;ele era impotente contra o reino que aprisionava a princesa&lt;br /&gt;e a seduzia com feitiços e ilusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princesa havia-o deixado, e ele a ela, pois não conseguia mais seguí-la,&lt;br /&gt;pois vê-la e tocar-lhe faziam-no sentir todos os venenos que ela consumia.&lt;br /&gt;Sem aviso viraram as costas.&lt;br /&gt;Nem sequer falando do assunto.&lt;br /&gt;Mas pouca diferença fazia, pois já mal falavam, mal se viam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faminto de sorrisos e alegria, o príncipe voltou as costas ao reino onde já pouco sabia da princesa,&lt;br /&gt;e a recordação da qual só piorava essa fome. Tinham-se deixado, por fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de sair das muralhas do reino havia ainda um assunto pendente:&lt;br /&gt;uma menina estrela que ele havia abraçado,&lt;br /&gt;a quem havia feito uma promesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O príncipe caiu de novo num sono mágico&lt;br /&gt;e foi ao canto escuro dentro da jovem.&lt;br /&gt;Entre lágrimas lá a encontrou de novo,&lt;br /&gt;agachada como na primeira vez que a vira,&lt;br /&gt;mais abandonada do que nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O príncipe pediu-lhe desculpa, mas tinha de partir.&lt;br /&gt;A princesa havia aprisionado em si a menina.&lt;br /&gt;Recusava-se a deixá-la ver a luz do dia,&lt;br /&gt;pois através da menina era obrigada a enfrentar a feia realidade.&lt;br /&gt;Era a menina que lhe permitia sentir o amor e olhar o mundo, achar a beleza,&lt;br /&gt;mas ela também lhe abria as portas para sentir a dor e a confusão,&lt;br /&gt;o espelho do caos que esse mundo semeava no seu âmago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha-a aprisonado, tinha-a levado com ela para longe do seu abraço.&lt;br /&gt;O príncipe já nada podia fazer...&lt;br /&gt;Despediu-se e deixou-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu pelas portas do reino. Agora sem brilho e sem sorriso, ninguém o olhava.&lt;br /&gt;Todos lhe viravam a cara e o apagavam da memória.&lt;br /&gt;Desejavam esquecer aquele estranho que um dia havia querido "roubar" a bela princesa,&lt;br /&gt;libertá-la da torre e das muralhas onde julgavam eles,&lt;br /&gt;ela se mantida longe do mundo e fora de perigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por muitas semanas o príncipe nada mais ouviu da princesa.&lt;br /&gt;Chegavam-lhe rumores do reino mas ele preferia afastar-se quando isso acontecia,&lt;br /&gt;esquecer a tortura que havia passado.&lt;br /&gt;Queria esconder-se da vergonha da sua tolice,&lt;br /&gt;de ter mais uma vez caído nas armadilhas de políticos e de bôbos-da-corte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhava a fogueira numa noite estrelada.&lt;br /&gt;Partilhava o calor com um jovem aprendiz cavaleiro do Reino da Luz,&lt;br /&gt;que havia cruzado o seu caminho e agora o acompanhava.&lt;br /&gt;Fechou os olhos por segundos, e na escuridão das suas pálpebras viu um rosto feminino.&lt;br /&gt;Abriu os olhos surpreendido&lt;br /&gt;e pensou que estranha entidade do outro mundo teria vindo atormentá-lo.&lt;br /&gt;Já estava habituado a seres estranhos que descem dos sonhos e dos pesadelos,&lt;br /&gt;e se vêm alimentar dos corajosos ou dos medrosos.&lt;br /&gt;Não oferecia grande simpatia a nenhuns desses seres nem perdia tempo a dialogar com eles.&lt;br /&gt;Sentia os seus movimentos, e saber que estavam longe de si bastava-lhe.&lt;br /&gt;Comentou apenas por curiosidade o que tinha acabado de ver,&lt;br /&gt;e o jovem aprendiz olhando-o, confirmou uma menina a seu lado,&lt;br /&gt;com a mão no seu ombro esquerdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De imediato o príncipe apercebeu-se quem era a "entidade".&lt;br /&gt;O jovem aprendiz exclamou ainda que a menina não estava só.&lt;br /&gt;Atrás dela, como que colada às suas costas, estava uma espécie de larva,&lt;br /&gt;um vampiro de dentes afiados que sugava a energia da menina.&lt;br /&gt;Confuso, o príncipe sentiu-se de novo numa armadilha.&lt;br /&gt;A menina pedia-lhe ajuda, queria de novo um abraço,&lt;br /&gt;mas quem a comandava era aquele ser saído de um pesadelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já havia deixado de tentar salvar fosse quem fosse,&lt;br /&gt;porém o seu companheiro afirmava-lhe que devia ajudá-la.&lt;br /&gt;Cansado de vampiros e seres sombrios,&lt;br /&gt;ele estava confuso e dividido entre o seu coração e a sua mente.&lt;br /&gt;Escutava demasiadas vozes para ouvir a sua.&lt;br /&gt;Sem mais paciência o príncipe fechou os olhos,&lt;br /&gt;e atravessou a sua vontade através da janela do mundo dos sonhos,&lt;br /&gt;onde as almas perdidas vagueam, onde os demónios se alimentam dos esquecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A larva era um ser fraco, que arrancou sem esforço&lt;br /&gt;Era porém um ser sem um corpo denso,&lt;br /&gt;que se rasga como água, e da mesma forma se volta a juntar.&lt;br /&gt;Não podia ser morto, mas podia ser assustado pela luz,&lt;br /&gt;visto ser um ser que vivia nas sombras e na noite,&lt;br /&gt;onde todos os seres desta natureza se podem esconder,&lt;br /&gt;onde é mais fácil as emboscadas a jovens sem defesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era porém possível que a menina se tivésse afastado da sua prisão?&lt;br /&gt;Somente se a princesa a tivésse rejeitado tanto que a sua ligação se tivesse rompido...&lt;br /&gt;Tal coisa não lhe parecia possível... mas ele já não se surpreendia com aparentes impossibilidades.&lt;br /&gt;Talvez aquele demónio de larva tivésse o poder de quebrar as correntes da princesa,&lt;br /&gt;e levá-la com ele como isco para se alimentar de corações moles,&lt;br /&gt;mas isso agora era pouco importante.&lt;br /&gt;Tinha sim de decidir o que fazer com a menina-estrela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ajudava mais ninguém, pensava o príncipe.&lt;br /&gt;Já havia sofrido bastante pelos seus salvamentos falhados,&lt;br /&gt;mas sabia que não era uma situação normal.&lt;br /&gt;Ele tinha o poder para levar aquele pedaço de alma para fora dali,&lt;br /&gt;de entregar uma menina perdida ás mãos dos mestres-da-vida.&lt;br /&gt;Se continuásse ali naquele limbo seria uma questão de tempo,&lt;br /&gt;até que outra larva, ou bicho pior, a apanhásse nos dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não é problema meu", pensou.&lt;br /&gt;Agarrou na menina e levou-a até à princesa.&lt;br /&gt;Era fácil voar no mundo dos sonhos,&lt;br /&gt;onde o espaço não tem as mesmas leis do mundo "real".&lt;br /&gt;Chegados à beira da princesa porém a menina recusou-se a ficar, e voltou para o príncipe.&lt;br /&gt;"Chegou a este ponto...", pensou triste.&lt;br /&gt;Percebeu que a menina havia sofrido demais,&lt;br /&gt;que a princesa tinha perdido para sempre o brilho do olhar.&lt;br /&gt;Não havia mais nada a fazer,&lt;br /&gt;senão entregar a menina-estrela noutras mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agarrou então na pequena e voltou para perto da fogueira,&lt;br /&gt;e ali o príncipe pediu ao seu coração que falásse ao coração de um anjo,&lt;br /&gt;(pois ele sabia os corações conhecem-se todos),&lt;br /&gt;para que viésse alguém buscar a menina perdida.&lt;br /&gt;Desceu à sua frente então um anjo de armadura dourada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parou durante um segundo, estendeu a mão e voltou a subir&lt;br /&gt;O príncipe voou atrás dele com a menina nos seus braços.&lt;br /&gt;Ao longe aproximavam-se de uma aberta no céu escuro.&lt;br /&gt;Por entre as nuvens viu um brilho azul, rodeado de nuvens brancas.&lt;br /&gt;Estendeu os braços e a menina alcançou a mão do anjo dourado,&lt;br /&gt;E ele deixou-se ficar um pouco para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por entre a abertura nas nuvens, antes de voltar a descer,&lt;br /&gt;o príncipe viu ainda a menina num campo vasto sob um céu azul e luminoso,&lt;br /&gt;acompanhada com muitas outras crianças que ali estavam felizes e finalmente em paz,&lt;br /&gt;e aguardavam até ao dia em que pudessem de novo nascer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina estava salva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua...mas não aqui...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-113208155708207427?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/113208155708207427/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=113208155708207427' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/113208155708207427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/113208155708207427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2005/11/era-uma-vez.html' title='Era uma vez...'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-113153544306646412</id><published>2005-11-09T10:13:00.000Z</published><updated>2005-11-09T11:24:03.113Z</updated><title type='text'>Inevitabilidade</title><content type='html'>Um salvamento não é mais que uma interferência directa na ordem natural da vida e da morte. Alterar um destino que estava traçado, atenuar um karma, é assinar um pacto de ligação com o ser que "salvámos", cujo bem-estar passa a estar dependente da nossa influência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ser cujas decisões na vida, com sua força e fraqueza, que ao longo da construção da sua história se colocou numa situação de dificuldade, mesmo que seja afastado por acção externas, irá tender a voltar à situação onde se encontrava, à continuidade da escrita da sua própria história. Esse foi todo o seu esforço até esse ponto na vida, e quem está disposto a deitar toda a sua vida para o lixo de um segundo para o outro? Quem vai largar mão de tudo o que juntou e valorizou durante anos, mesmo que aos olhos de outras pessoas sejam coisas sem valor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A personagem que ele criou em si mesmo será sempre a mais marcada. Mesmo que seja uma personagem suicida, o "bom samaritano" que evite a continuidade dessa personagem estará a agir contra a liberdade  desse ser, e todo o ser que se sinta oprimido tentará libertar-se, mesmo que depois utilize essa liberdade para se atirar num poço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto...&lt;br /&gt; Pensem duas vezes antes de tentar salvar um cão ou um ser humano, pois não é somente a vida deles que estão a modificar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem junta uma fortuna durante 40 anos, composta de pequenos e grandes objectos, opiniões, ideias, memórias, valores, morais, conclusões, vitórias ganhas com sangue, suor e lágrimas. Carregado como todos os seus semelhantes, e sempre preocupado na manutenção da sua fortuna, tem de mover-se por  caminhos acidentados e traiçoeiros na "selva urbana", cheios de raízes salientes, poças mais ou menos profundas, folhas molhadas e escorregadias, enquanto se cruza com outros carregadores de pesadas fortunas, partilham histórias, fazem negócios e tentam sempre aumentar a sua própria fortuna. Ao longo da vida o homem aprende a cair e a levantar-se, pois no meio de tantas armadilhas é inevitável que se suje, tropece e caia algumas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia esse homem, caminhando por caminhos cada vez mais perigosos e cada vez mais "rico" e pesado, chega a um ribanceira íngreme e escorregadia e começa descê-la como consegue. Equilibra-se e usa toda a sua habilidade para se manter de pé e à sua fortuna, como fez toda a sua vida. Fá-lo como os seus semelhantes que vão pelo mesmo percurso. Com cada vez mais dificuldade vai acelerando a sua precipitação na ribanceira, e eis que de repente, uma fossa, poço, um grande buraco, daqueles que numa situação "normal" qualquer pessoa veria, passou despercebido até estar sob os seus pés...e o homem cai no escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de 40 anos em esforço, quem de um momento para o outro começa a perder tudo o que tinha, vai tentar salvar tudo o que conseguir, agarrando-se como puder aos seus pertences, a qualquer preço...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada passo, a cada ano de fortuna, a cada minuto que caminhamos, mais difícil será um dia, se necessário, mudar de caminho, e por cada passo numa direcção contrária, outro passo terá de ser dado em direcção oposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto somos jovens é tão fácil pensar que todas as portas estarão sempre ali e que a qualquer momento podemos mudar de ideias, que não temos nada a perder e tudo é reversível, que tudo tem solução, que temos tempo para tudo, todas as loucuras, todas as aventuras, mesmo que para isso tenhamos de ser... inconsequentes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo que não existe só dura até um certo dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-113153544306646412?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/113153544306646412/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=113153544306646412' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/113153544306646412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/113153544306646412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2005/11/inevitabilidade.html' title='Inevitabilidade'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-113089134620127386</id><published>2005-11-02T00:06:00.000Z</published><updated>2005-11-02T00:29:06.213Z</updated><title type='text'>Amor Eterno</title><content type='html'>"O Futuro...é o campo de cultivo do Demónio. Só lá vivem sonhos distantes, esperanças reservadas à sempre eventual desilusão, enquanto os corações gelam longe uns dos outros, e as saudades terminam um dia no esquecimento. Um dia, os sonhos que moram no futuro tornam-se Passado, sem nunca terem sido Presente...o Futuro não existe, mas eu também te amarei sempre."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-113089134620127386?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/113089134620127386/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=113089134620127386' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/113089134620127386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/113089134620127386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2005/11/amor-eterno.html' title='Amor Eterno'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-112885570118902637</id><published>2005-10-09T11:58:00.000+01:00</published><updated>2005-10-14T01:41:42.883+01:00</updated><title type='text'>Receitas, parte 2</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lentilhas orientais&lt;/span&gt; - Partir duas cenouras grandes em cubos pequenos, picar um terço de um alho francês e meia cebola de tamanho médio, e uma batata grande em cubos pequenos. Pode-se também juntar abóbora (em cubos pequenos) e um raminho de aipo picado. Cobrir com água um pouco acima dos ingredientes. Tente-se que no final a água baste para que fique como com molho, mas não em demasia. Adicionar azeite e sal a gosto e depois de a água ferver juntar as lentilhas vermelhas (meio pacote). Depois da batata desfeita e as lentilhas cozidas, temperar com caril, pimenta preta e coentros. Mexer e deixar os temperos actuarem com o tacho fechado e lume apagado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Favas com seitan&lt;/span&gt; - Muito simplesmente, cozer as favas em água e sal, refogar dois tomates e duas cebolas em azeite, e fritar seitan em cubos (meia porção de seitan para uma de favas). Pode-se adicionar chouriço de soja, refogando-se juntamente com o refogado. Juntar tudo, mexer, deixar repousar um pouco para ganhar gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cozido à Portuguesa&lt;/span&gt; - Cozer cenouras pequenas inteiras ou maiores em pedaços, batatas em metades, bróculos (devem ser praticamente escaldados para não se desfazerem, separando-se a flor do talo. Os talos podem ser aproveitados depois para sopas, purés, etc.), e couve coração. Pode-se ainda juntar couve lombarda ou outras que se deseje. Ainda juntamente nesse mesmo cozido adicionar um chouriço e uma farinheira de soja, inteiros, com alguns furos/garfadas na "pele". Fritar ou estufar seitan em pedaços, não muito grandes para que se certifique que ficam bem cozinhados. Depois de tudo cozido, partir os chouriços em pedaços e servir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bolonhesa de soja ou seitan&lt;/span&gt; - Cozer massa/esparguete (recomenda-se sempre integral pelo valor nutricional), à parte em água, sal e azeite. Fazer tomatada com 3 ou 4 tomates picados, metade dessa porção de cebola picada, alho e azeite, deixar cozinhar bem, até alcançar textura de molho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a soja (granulada): deixar de molho entre 5 a 10 minutos, escorrer a água, escaldar um pouco noutra água, temperada a gosto, e voltar a escorrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso se prefira em vez da soja, utilize-se seitan, frito em separado, podendo-se juntar chouriço de soja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntar a soja ou o seitan ao tomate, cobrir e deixar repousar para apurar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guisado de legumes e tofu&lt;/span&gt; - Ir cozendo primeiro em água com sal duas cenouras médias e meio alho francês, cortados em rodelas finas. Cortar e juntar abóbora, em metade da porção das cenouras. Cortar em cubos, e uma outra porção igual, bem picada. Picar o tomate, cortar uma courgette em cubos, e juntar à cozedura. Cozinhar o tofu com alho francês e alho picados, em azeite, um pouco de sal refinado e tamari (ou shoyu). Juntar metade do guisado de legumes ao tofu (já com tudo cozinhado) e deixar tomar gosto. Juntar tudo e servir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lasanha de seitan&lt;/span&gt; - Refogar tomate e cebola, e juntar um pouco de água, q.b. para cozinhar o seitan, bem picado. Na forma da lasanha colocar molho bechamel, seguido de uma folha de massa. Cobrir com uma camada do refogado de seitan e por cima mais uma folha de massa. Repetir o processo para as camadas desejadas. Podem-se fazer camadas com legumes, devendo estes ser previamente cozinhados. Para finalizar juntar queijo ralado e levar ao forno uns 40 minutos, até as folhas de massa estarem cozinhadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-112885570118902637?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/112885570118902637/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=112885570118902637' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/112885570118902637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/112885570118902637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2005/10/receitas-parte-2.html' title='Receitas, parte 2'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-112829260685480485</id><published>2005-10-02T23:14:00.000+01:00</published><updated>2005-10-02T23:36:46.863+01:00</updated><title type='text'>As receitas, as "de verdade" mesmo...</title><content type='html'>&lt;div&gt;     &lt;p&gt;Para isto não ser só filosofia, e como toda a gente que nasce come qualquer coisa, aqui vão umas receitas para vegetarianos e não-vegetarianos com curiosidade:&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Tofu / Seitan frito&lt;/span&gt; - picar alho (3 dentes para uma embalagem de 500g), óleo (ou azeite sempre que possível), uma folha grande de louro sem o caule central. Regar com tamari para salgar. Juntar ervas a gosto, por exemplo: caril e pimenta, noz moscada e tomilho, oregãos...&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cebolada&lt;/span&gt; -  Refogar previamente dois tomates, duas cebolas (tudo picado em cubos), com azeite e sal, e se necessário tamari. Juntar o tofu ou seitan.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Panados de seitan&lt;/span&gt; - Deixar seitan uns minutos sobre molho de limão, tamari, sal e alho picado. Voltar os bifes de seitan para absorver dos dois lados. Mergulhar em ovo mexido, passar em pão ralado todas as faces dos bifes e fritar.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Massa com batatas e lentilhas&lt;/span&gt; - cortar batata (umas duas batatas pequenas/médias por pessoa) em cubos pequenos e colocar junto com as lentilhas dentro de água com um pouco de sal, até cozer bem. Quando as lentilhas começarem a saltar da pele juntar a massa, sal e um fio de azeite&lt;/p&gt;        &lt;p&gt;Pode ser utilizada massa de formas variadas, recomendando-se também fusili/&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;espirais de legumes&lt;/span&gt;, e podendo adicionar-se ainda cenoura ralada ou em cubos, cozida juntamente na mesma água.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Arroz Roma&lt;/span&gt; - Colocar em água a ferver com um pouco de sal, arroz branco e lentilhas vermelhas. Ralar uma 1 cenoura e juntar. Picar alho francês (na mesma proporção de 1 cebola) e por fim adicionar 2/3 pés de bróculos (flor e folhas cortados). Juntar coentros, uma pitada de sal se necessário, e azeite. Para terminar juntar um pouco de tamari (ter em atenção o tamari ser naturalmente salgado).&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                                &lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Arroz à Valenciana&lt;/span&gt; - Cozer àparte arroz branco, com 1 cebola picada. Cozer uma cenoura "picada" (em cubos pequenos), fritar seitan aos cubinhos (200 gramas) com chouriço de soja, alho francês picado (em cubos pequenos), sal e azeite. Juntar tudo.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Arroz de Bróculos&lt;/span&gt; - Juntar arroz branco ou integral, cozido com ou sem uma cebola, a bróculos ou grelos (com flor e folhas picadas) já cozidos àparte. Sal e azeite a gosto.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jardineira de Seitan&lt;/span&gt; - Cozer batata, cenoura aos cubinhos e ervilhas em água quanto baste, com sal e azeite. Refogar previamente um tomate e uma cebola e juntar seitan aos cubos, frito. Misturar tudo e servir.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Palitinhos de cenoura&lt;/span&gt; - Colocar um pouco de óleo ou azeite numa frigideira de inox, e estufar em lume brando cenoura, cortada em palitos finos, com alho francês e cebola cortados em tiras. Colocar um pouco de sal por cima, mais um pouco de óleo ou azeite se necessário, e regar com tamari. Tapar a frigideira e agitar ocasionalmente para soltar os ingredientes. Se necessário mexer com garfo ou colher para não pegar ao fundo.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Almôndegas de soja e feijão&lt;/span&gt; - Cozer o feijão pretendido (aconselha-se feijão frade por não necessitar de demolhar), com sal e azeite. Depois de cozido escorrer e fazer em puré (com garfo, ou melhor opção...). Demolhar soja granulada à mesma proporção do feijão, em água fria. Escorrer a soja, apertar para tirar a água, e cozer em nova água (5, 10 minutos a ferver), temperada como desejado. Depois de cozido voltar a escorrer a soja da mesma forma. Fritar com óleo ou azeite chouriço de soja picado (em cubos (um quarto de um chouriço deve bastar, dependendo da quantidade de pessoas) e fritar só um pouco. Refogar com o chouriço cebola, tomate, alho picado, e juntar tudo ao resto dos ingredientes. Amassar tudo com as mãos e preparar de imediato todas as bolinhas/almôndegas possíveis. Apertar bem as almôndegas para não se desfazerem. Passar em farinha e fritar em óleo já quente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;(...) continua&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-112829260685480485?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/112829260685480485/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=112829260685480485' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/112829260685480485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/112829260685480485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2005/10/as-receitas-as-de-verdade-_112829260685480485.html' title='As receitas, as &quot;de verdade&quot; mesmo...'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-112646623590286048</id><published>2005-09-11T20:02:00.001+01:00</published><updated>2005-10-14T01:45:33.666+01:00</updated><title type='text'>Pedra no Charco</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma das frases chave na minha vida foi "Se não és parte da solução então és parte do problema". Parece extremista, mas faz todo o sentido. Pensemos em toda a civilização e na nossa situação actual. Criticar o que está mal é algo que muita gente se acha impróprio a fazer, na justificação do "quem sou eu para dizer o que está bem ou mal?". Ora, pressupõe-se que com uma justificação destas a pessoa em questão tenha talvez aceite que tudo no mundo tem uma razão de ser e portanto, bem e mal sejam conceitos relativos, tornando este mundo em tudo dualista num planeta perfeitamente em harmonia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Talvez o bem e o mal sejam relativos, e a atitude correcta seja a neutralidade, mas neutralidade num mundo de dualismos não é tão simples. Se este mundo fosse um tabuleiro de xadrez, com os seus quadrados pretos e brancos simbolizando todas as dualidades, o único local neutro é fora do jogo. Porém quando chegamos ao aspecto prático da vida somos confrontados com a percepção de que quaisquer que sejam as nossas opções, estaremos sempre ou num quadrado preto ou num quadrado branco, a favor ou contra qualquer ideologia, em benefício de uma perspectiva ou da sua oposta. Mesmo que fiquemos meio no branco e meio no preto, mais cedo ou mais tarde temos de nos mover. Acabamos portanto por colaborar na mesma com a dualidade, fazendo parte de um grupo específico que age parcialmente numa situação dual, mesmo que afirmemos a nossa imparcialidade ideológica/neutralidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Neste momento começa a nossa acção no mundo e nos seus sistemas, e entra em campo o conceito de hipocrisia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"A hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando representar ou fingir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um exemplo clássico de ato hipócrita é denunciar alguém por realizar alguma ação enquanto realiza a mesma ação." http://pt.wikipedia.org/wiki/Hipocrisia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Obrigados inevitavelmente a pactuar com situações dualistas e a tomar "partidos/posições", olhe-se em redor e tome-se consciência de que "if you're not part of the solution, you're part of the problem", "se não fazemos parte da solução, então somos parte do problema".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando uma célula no nosso organismo começa a funcionar de modo errado e se torna num cancro, ela ameaça todo o corpo. Ela não era uma célula estranha, ela era parte do corpo, em harmonia com este que um dia em vez de se multiplicar de acordo com a "normalidade" degenera e torna-se uma ameaça ao próprio organismo que lhe permite viver. Nessa altura, a salvação do organismo depende da destruição do cancro, da simples aniquilição do que foi antes uma parte coesa que funcionava para o bem estar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Da mesma forma o ser humano habita um planeta onde há muito abandonou a sua posição como "célula benigna". Quem duvidar disto não tem muito que pensar além de que, se a Natureza - ordem natural que rege o planeta - for deixada sem acção humana, as cidades/paisagens hoje repletas de cimento que se espalham como cancros seriam re-envoltas em vegetação, a água poluída voltaria a ser própria para a vida aquática, a atmosfera voltaria a purificar-se e as protecções naturais do planeta, restabelecidas. Não se trata de uma questão de certo ou errado, nem de questionar a liberdade/poder do ser humano de se sobrepor à Natureza. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É uma questão simples de hábitos e atitudes parasíticas que ameaçam toda as outras formas de vida no planeta, prejudicando a ordem e equilíbrio do hóspede -Terra- que habitamos, para fora do qual (reparem...) já nos tentamos expandir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Todos os que se admiram com a pertinência dos desastres naturais que continuamos a sofrer, pensem em cancros, e imaginem se não lançariam ocasionalmente uma onda de destruição dentro do vosso organismo se isso abrandasse a expansão de um cancro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Agora observem-se a vocês mesmos, quem ainda tiver coragem. Analisem a vossa vida: saibam que os detergentes que usam, as lixívias e desinfectantes, os colorantes químicos das tintas e das vossas roupas, os processos de produção dos vossos perfumes e anti-transpiratórios, a manufactura dos produtos plásticos, dos produtos metálicos em escalas industriais, a utilização dos vossos carros, dos vossos telemóveis, as florestas sacrificadas em pastos para alimentar os animais posteriormente sacrificados para as vossas refeições, os químicos utilizados para proteger e assegurar o bom aspecto e as normas dimensionais dos vossos vegetais e legumes, etc... (usem a vossa perspicácia pois a lista continua, e se na vossa cabeça ela não continua então vocês estão com um sério problema de informação e uma tremenda falta de noção da realidade)... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...saibam que todos estes comportamentos e hábitos sociais repetidos "normalmente", "instintivamente", já tão adquiridos, fazem parte da lista de atitudes prejuciais à Natureza e ao planeta que vos acolhe, e que na vossa liberdade de existir e de "satisfazerem os vossos desejos/caprichos/luxúrias" estão neste preciso momento (com todo o respeito por aqueles que não estão...) a ameaçar a vida de todos nós, agindo como parasitas inconscientes e egoístas, recusando-se a mudar os vossos hábitos pelo bem geral de todos nós e do nosso lindo planeta, porque estamos muito cómodos nas nossas casinhas complemente mobiladas e equipadas, e "não somos capazes" de prescindir de todos os nossos luxos e vícios que se tornaram "essenciais" a uma "vida com sentido", mesmo que para isso estejamos a colaborar para envenenar, profanar e poluir o nosso próprio planeta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E agora, talvez o certo e o errado não importem. Talvez a vida e a morte, a felicidade e a dor não devam ser debatidos e apenas aceites, e talvez as opiniões não devam existir e seja tudo obra de Deus ou do Diabo. Assim se aniquile toda a noção de ser humano como ser racional, e se adopte a noção de ser humano como ser com capacidade de consciencialização mas limitado pela impotência de mudar seja o que for. E assim vos convido a continuarem a vossa vida tal como o têm feito até hoje, não se ralem se crianças trabalham nas plantações de droga e de tabaco ou nas fábricas das multinacionais, se cada 5 segundos uma criança morre à fome. Não se preocupem se muitos seres humanos são explorados para que possamos ter acesso a todos os produtos dos nossos vícios. Adoptem a dor como estímulo sexual até, e a depravação sexual e a pedofilia como uma tendência erótica e exótica. Adoptem a noção de que tudo é aceitável e normal, e a vossa tolerância faz de vós "cidadãos exemplares". Encorajo-vos a não mudarem de hábitos, à continuação do consumo de tudo o que prejudica o vosso equilibrio físico e mental. Impeçam a todo o custo a evolução das vossas capacidades e mantenham-nas estavelmente adormecidas e silenciosas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Continuem felizes, e não se preocupem, pois mais cedo ou mais tarde todos teremos direito à nossa conta de desastres naturais. Acção da Natureza ou reflexo das escolhas do Homem, os resultados vêm-se manifestando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando o Amor, a Paz, a Sabedoria e a Luz fracassa e não basta para vos preencher a Vida, então esperem, pois chegará a hora do Ódio, da Guerra, da Cegueira e das Sombras para vos guiar à vossa Morte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Anjos ou Demónios, penas ou garras, Luz ou Sombra, vocês fizeram a vossa escolha, optaram pelas vossas companhias, e tudo tem um preço que já vos é cobrado diariamente nos vossos pactos e que pagarão ao respectivo "exército".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A cada um o seu Karma.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-112646623590286048?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/112646623590286048/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=112646623590286048' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/112646623590286048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/112646623590286048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2005/09/pedra-no-charco_11.html' title='Pedra no Charco'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-112398000861019283</id><published>2005-08-14T01:16:00.000+01:00</published><updated>2005-08-14T01:40:08.616+01:00</updated><title type='text'>Receitas</title><content type='html'>Receita da Felicidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodeiem-se de coisas belas, deixem-se contagiar. É difícil estar mal disposto quando se está rodeado de coisas que nos maravilham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Percam" tempo a observar uma flor, um quadro, uma música, a ler, façam as coisas que gostem. Se isso não é dar bom uso ao vosso tempo, então o que será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estejam com as pessoas que vos fazem bem. Se depender dos esforços delas... Recomenda-se gente feliz e saudável, porque se estão nessa situação é porque estão a fazer alguma coisa bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejam optimistas. Tudo o que acontece tem várias perspectivas, portanto, escolham uma agradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Receita da Infelicidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodeiem-se de coisas que não gostam. É mais fácil estar infeliz quando nada em nosso redor nos agrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não usem o vosso tempo com coisas que gostem de fazer. Se isso vos pode animar, então é melhor evitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estejam com as pessoas que não vos fazem bem. Mesmo que elas não consigam à primeira, hão-de conseguir vos estragar alguma parte do dia (nem que seja a longo prazo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não percam tempo com optimismos. Vão directo para os pessimismos e assim, mesmo que a situação acabe por se tornar agradável, sempre conseguiram estar infelizes até esse momento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-112398000861019283?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/112398000861019283/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=112398000861019283' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/112398000861019283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/112398000861019283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2005/08/receitas.html' title='Receitas'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-112397828644646188</id><published>2005-08-13T23:37:00.000+01:00</published><updated>2005-08-14T01:11:26.456+01:00</updated><title type='text'>Um conselho sábio</title><content type='html'>Perguntaram-me se hoje não ia sair.&lt;br /&gt;Respondi que não era "hoje", que já era normal não sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntaram-me porquê, e respondi que no geral o meio e as pessoas que costumam sair pelos vistos não apreciam muito a minha companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntaram-me porquê, respondi que seria incompatibilidade com os hábitos de vida deles talvez, que talvez fosse simplesmente devido a ser como sou, a pensar como penso e a ter feito as escolhas que fiz na vida. Talvez seja um símbolo de determinadas coisas que as pessoas preferem não encarar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntaram-me se não me estaria eu a excluir a mim mesmo.&lt;br /&gt;Respondi que várias vezes saí com muita e variada gente, mas que aos poucos essas pessoas deixaram de me convidar para sair com eles, que dada altura não me incluíram mais na sua vida social.&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A pessoa que até já conheço há muito tempo respondeu:&lt;br /&gt;-Oh Paulo... há muitas pessoas que não te compreendem... e o teu ponto de vista sobre diversas coisas assustam um pouco. entendes? Tu tens um modo de pensar e de ver o mundo que muito pouca gente tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondi:&lt;br /&gt;-Se me disserem que não me querem por perto para não terem de suportar o peso na consciência, isso já percebo. Não que os vá criticar, mas sei que sou um símbolo de coisas que não serão muito compatíveis com muitos dos hábitos nocturnos de muita gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E continuámos:&lt;br /&gt;- És um símbolo muito raro dessas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas nunca foi a minha intenção criticar as pessoas. Apresento outros pontos de vista e argumento e justifico-os, tendo em atenção, obviamente, os objectivos de cada um. As minhas escolhas têm um propósito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas se calhar por vezes as coisas que tu dizes e a maneira como as dizes,  as pessoas sentem-se atingidas...&lt;br /&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Claro... mas a culpa não é minha.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- E talvez cheguem mesmo a ver-te como uma pessoa que assusta. Nem é bem isso. Nem sei o que é. É a tua personalidade. Tu falas as coisas com muita certeza do que dizes...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- E então?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- .... e às vezes isso pode dar a entender que estás a querer impingir a tua forma de pensar na pessoa...&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Eu tenho argumentos, não tenho certezas. Olha, se as pessoas enfiam o carapuço é lá com elas.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Sim... e os teus argumentos são demasiado fortes para serem contra-argumentados porque tu os defendes muito bem.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Sabes como começam as conversas comigo? Perguntam-me sempre alguma coisa, porque é que sou vegetariano ou algo assim, e eu tenho obviamente de me justificar. Durante essa justificação, toco nalguns pontos sensíveis das pessoas mas atenção, não fui eu que coloquei os pontos sensíveis, elas é que os têm e provavelmente deixam esses pontos quietos, evitam tocar neles, para não terem de lidar com algumas coisas que não querem ver ou enfrentar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas mais uma vez, a culpa não é minha. Eu respondo com as coisas que penso, devido ás escolhas que fiz e com um propósito pessoal. Isso devia ser à partida suficiente para as pessoas compreenderem que... é pessoal. Elas não têm de fazer nada do que eu faço a não ser é claro, que tenham objectivos comuns. Mas pronto, se se sentem atingidas, as minhas desculpas, mas então não me perguntem coisas com as quais se possam comprometer.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;As fragilidades nelas, foram elas que as fizeram.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Então tenta não atingir essas fragilidades delas. Aceita-as como são. Tu decerto também terás as tuas próprias fragilidades, todos as temos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Mas olha lá...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Olho...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Eu não tento atingir ninguém, eu não digo nada para atingir ninguém, nem eu posso saber onde é que as pessoas têm as suas fragilidades. Qualquer coisa que possa dizer pode ferir alguma susceptibilidade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Mas ás vezes podes não ter noção disso... do poder que as tuas próprias palavras exercem sobre algumas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt;   &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Pronto... mas o que vou fazer?&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Tu és assim mesmo não é... Tens uma personalidade muito forte.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- ... ou me recuso a responder ás perguntas que elas fazem... o que depois me é levado a mal... já aconteceu fazerem-me perguntas, e eu dizer que prefiro não responder...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Não.. recusar não... mas ás vezes podes simplesmente dizer as coisas de uma forma mais simples e então aí dizeres... ”se queres saber mais vai ler isto”.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Se eu disser as coisas de modo mais simples, elas nunca vão obter uma resposta real...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Eles que descubram por si próprios...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Vão obter uma resposta para os despachar... também posso fazê-lo...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- É uma busca individual.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Pois...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Não foi o que tu próprio fizeste?&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Eu também ouvi muita gente. E sempre que alguém me disse alguma coisa que fazia sentido, eu adoptei essa perspectiva adicionei-a à minha. E sim, também li muita coisa, e pensei sobre muita coisa, e concluí muita coisa.&lt;br /&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Então se te voltarem a perguntar seja o que fôr, dá apenas uma resposta simples.&lt;br /&gt;  &lt;/p&gt;   &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Mando-os ir ler a profecia celestina, está certo, lol.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Não aprofundes tanto.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Lol. Vou confiar na tua sugestão.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Resulta.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Não era o que eu gostava que fizessem comigo. Não acho giro reter informação, mas ok... como elas depois vão bater mal com as respostas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Porque tu gostas de debater as coisas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Claro, debater coisas é uma forma de aprender coisas novas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Por isso é que te entusiasmas, e vais seguindo, seguindo, seguindo...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Lol&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- ... e aí é que se assustam mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Lolol. Mas ainda não percebi com o que é que se assustam.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Com a tua perspectiva...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Eu não vou bater em ninguém. Mais mal se fazem eles a si mesmos e com isso já não se ralam.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- ... que está sempre bem definida e muito mais aprofundada, justificada... para ti mesmo.&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt;     &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;E eu comentei:&lt;br /&gt;- Pois, enfim - escolhas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Ao que ela respondeu:&lt;br /&gt;- Nem mais.  &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;span style="font-family: georgia;color:#000000;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="background: transparent none repeat scroll 0%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;color:#000000;"  &gt;&lt;span style="background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;p style="margin-left: 0.16cm; margin-right: 0.03cm; margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-112397828644646188?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/112397828644646188/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=112397828644646188' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/112397828644646188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/112397828644646188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2005/08/um-conselho-sbio.html' title='Um conselho sábio'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-112389171992643971</id><published>2005-08-13T00:10:00.000+01:00</published><updated>2005-08-13T01:10:10.276+01:00</updated><title type='text'>Designação de Amor (por encomenda)</title><content type='html'>Um grande assunto sem dúvida.&lt;br /&gt;Como toca toda a gente, e toda a gente tem geralmente uma ideia sobre tudo (mesmo que não tenha sido a pessoa a pensar), isso faz do amor algo muito relativo. Como sempre, cada pessoa tem uma maneira de sentir determinada coisa, e não há como saber exactamente o que alguém pensa ou sente. Isto faz com que a declaração "amo-te" nunca chegue portanto a ser compreendida realmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que é o amor? O amor faz as pessoas dizerem, fazerem e pensarem coisas de uma maneira muito emotiva, isso será certo. Quanto à sua magnitude, talvez seja o maior dos sentimentos, o mais forte, ou talvez o seu "contrário" (se é que algo indefinido possa ter um contrário), o ódio, seja o maior, pois o ódio ultrapassa a racionalidade (incluindo até um incoerentemente chamado de ódio por amor), e toma controlo do ser, podendo levá-lo até a conspirar contra a vida. O amor, esse, por vezes não consegue ser maior que o medo, que a timidez... mas agora que se fala nisto, haverá realmente graus de intensidade de amor? Será que se pode medir? Haverá quem ame mais e quem ame menos, ou será que se ama, pura e simplesmente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nível de "pureza" do amor está então em questão. Se há a possibilidade de um amor puro e genuíno, quem terá acesso a tal sentimento? Será que toda a gente pode sentir tal sentimento, ou será que algo tão puro e raro só sobrevive em condições igualmente puras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando de pureza, chega-se à matéria do amor. Do que é feito o amor? O que se dá, quando se dá amor? Que algo se sente, que há algo que se transmite a quem se ama, ou nao? Se nada se transmite entre dois amantes, então quando os dois estão juntos o que se altera e lhes provoca desde sorrisos a lágrimas? Portanto, poderemos teorizar que os amantes oferecem ao outro alguma coisa... amor, pois bem. Então, será o amor composto de matéria amor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou talvez possa ser tudo psicológico, auto-induzido, uma ilusão que nos entusiasma e nos provoca aumento de adrenalina, suores, calores, euforia. Com tais efeitos, admiro-me que ainda não haja comprimidos ou pastilhas de amor. Quem se atreveria a analisar os efeitos fisiológicos e neurológicos do amor e sintetizar drogas para emular o sentimento? Quem se atreveria a aniquilar a "magia" do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que é magia? Talvez seja uma combinação de palavras e gestos que provoca no alvo uma "reacção amorosa", deixando-o encantado. Que muita gente fica encantada isso é certo. Fica encantada além da sua própria visão e racionalidade. Muita gente comete "loucuras" por amor, se trai a si mesmo em nome do amor, ou até comete crimes contra terceiros em nome do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que haverá uma noção concreta e real de amor, e que tanta perspectiva seja efeito das deturpações individuais de cada um? "Amor" assenta em tanta coisa, e afinal acaba por não ser nada exacto. É bem possível que haja 6 mil biliões de formas diferentes de ver a questão e de amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, assim sendo, a minha perspectiva (talvez utópica) de amor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor preenche quem ama. O amor real é tão mais intenso quanto a capacidade pessoal de uma pessoa amar. Daí que alguém possa amar muito quem não a ama. O amor real não necessita de retribuição do "objecto" amado. O amor real encontra os seus motivos nas coisas mais puras, mais simples, e não requer elaborações e esquemas de produção. O amor real brota de quem ama, intencionalmente. Não pode ser forçado a manifestar-se. O amor é uma oferta, que pode ser dirigida/sentida especialmente em dado momento por alguém, e noutro momento manifestar-se como alegria, vontade de viver, paz interior, percepções de beleza, etc.. O amor não deve ser acusável de abandono, pois o amor real, puro, não pertence a um indivíduo. O amor verdadeiro é demasiado precioso para morrer em mãos distraídas. O verdadeiro amor encontra forma de se preservar puro, é uma preciosidade que sobreviverá num rebento verde, numa gota de orvalho, num raio de sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A beleza não faz das coisas amor. O amor é que faz as coisas belas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(poderia continuar)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-112389171992643971?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/112389171992643971/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=112389171992643971' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/112389171992643971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/112389171992643971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2005/08/designao-de-amor-por-encomenda.html' title='Designação de Amor (por encomenda)'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-112370334747800008</id><published>2005-08-10T20:23:00.000+01:00</published><updated>2005-08-11T20:09:48.976+01:00</updated><title type='text'>Outras perspectivas</title><content type='html'>Para certas pessoas, imaginar que existe um destino que nos guia é algo assustador. A ideia de sermos meros peões no jogo sabe-se lá de quem é compreensivelmente preocupante, e a possibilidade de até a nossa preocupação ser um efeito dessa manipulação é desmotivante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vejamos, se existe um destino, e se tudo o que decidirmos ou fizermos for manipulação, então nada está nas nossas mãos. Nesse caso, parece-me que a única coisa inteligente a fazer é agir como se estivesse realmente tudo nas nossas mãos. Afinal, já que estamos a ser manipulados e não temos culpa de nada, mais vale agradarmo-nos tanto quanto possível, não nos retraírmos, possa isso chatear ou não outras pessoas e as suas vontades. Mas como se o destino existir,  assume-se que é igual para todos, quem se chateia está a ser tão manipulado como vocês. Na verdade eles nem estão chateados de verdade, apenas estão a ser "convencidos" de que estão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria natureza de todos os sentimentos humanos perde a importância, a  sua validade como sentimentos genuínos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez algumas pessoas creiam que ao assumir essa liberdade teriam muitos problemas, e não se sintam à vontade com esta postura que aqui descrevi. Talvez estejam a ser manipulados para não se sentirem à vontade...e agora? Face a este impasse, ficam-se pela manipulação, aceitam o vosso controlo, o vosso medo, a vossa hesitação, ou experimentam outra visão das coisas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está nas vossas mãos (ou quem sabe, talvez não...).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-112370334747800008?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/112370334747800008/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=112370334747800008' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/112370334747800008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/112370334747800008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2005/08/outras-perspectivas.html' title='Outras perspectivas'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-112353713987017256</id><published>2005-08-08T21:54:00.000+01:00</published><updated>2005-08-11T20:17:47.933+01:00</updated><title type='text'>O silêncio</title><content type='html'>Nada pode ser feito intencionalmente para salvar alguém. Nenhuma mensagem se transmite que carregue até ao receptor a verdadeira intenção do emissor. Todos nos encontramos separados de todos na nossa individualidade. Todos temos sobre nós milhões de vontades alheias e perguntas que nos levam a lado nenhum, que nos levam além da nossa compreensão e nos deixam pequenos e  impotentes. Todos estamos mergulhados em todos, debatendo-nos para sermos um só, jurando que somos diferentes de todos os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todos temos os olhos, os ouvidos e a boca tapada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Pastores são as ovelhas que berram pela sua própria salvação, abrindo caminho em si mesmos enquanto tentam chegar aos outros.&lt;br /&gt;Ninguém com nome próprio poderá alguma vez ser livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A felicidade, é o outro fundo do buraco da infelicidade.&lt;br /&gt;Os sorrisos são as flores desabrochadas que foram regadas pelas lágrimas.&lt;br /&gt;A luz e a escuridão, são o respirar e o expirar, o dia e a noite, da vida e da morte.&lt;br /&gt;A imagem de uma ilusão, invertida num espelho, não é a imagem da verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio é o som que resta para quem já nada tem a ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum vivo se salvará à morte. Só os mortos serão eternos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E este, o planeta Terra, não é o planeta da Paz.&lt;br /&gt;Qualquer Paz existente neste planeta só se manifesta no interior de quem a alimentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos somos iguais, e todos podemos apenas caminhar no chão da nossa própria coragem e esperança, só podemos pisar aquilo em que a nossa visão acredita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estaremos sempre distantes como estrelas no céu...&lt;br /&gt;E seremos as estrelas do céu...&lt;br /&gt;Longe, brilhando para quem nos quiser olhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-112353713987017256?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/112353713987017256/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=112353713987017256' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/112353713987017256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/112353713987017256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2005/08/o-silncio.html' title='O silêncio'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-112338212244272659</id><published>2005-08-07T02:48:00.000+01:00</published><updated>2006-01-29T04:05:42.320Z</updated><title type='text'>Para quem ainda acredita que existe livre-arbítrio:</title><content type='html'>Ouvir falar no destino não é para muita gente coisa fácil de digerir. Nem podia ser, imaginar-se de repente que nada nos é controlável e que vivemos como marionetas de algo ou alguém, e a possibilidade dessa força/vontade nos andar a iludir, a escapar, a gozar, desde que tomámos consciência de nós mesmos. Faz parte do diálogo de qualquer ser que acredita na liberdade, afirmar que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uu destino não existe de todo...&lt;br /&gt;...ou existe mas pode ser mudado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(lógico, sob risco de se comprometer a liberdade)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das duas possibilidades, a primeira obriga à existência do acaso, da sorte e do azar, tornando a nossa vida (quase) igualmente incontrolável e atirando o ser para uma vida de caos onde seis mil biliões de pessoas manifestam a sua individualidade e igual direito à fortuna (mas com as mesmas probabilidades de acesso ao infortúnio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda teoria implica a existência de algo, da aceitação de uma qualquer inteligência que nos guia, mas com a qual o ser pode ou não colaborar, caso decida fazer as coisas de outra maneira. Se existe então destino, não será que os planos que nos estão destinados são-nos de facto adequados? Se sim, para quê lutar com o destino? E se não os consideramos adequados, então qual seria o sentido de nos ser destinado? Será que nos foi destinado ao acaso!? Será que quem atribui os destinos é incompetente e passa a vida a fazer más associações de pessoas aos seus destinos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem acredita que se podem contrariar as tendências do destino, para quem acredita que existe livre-arbítrio, então tenha atenção e pondere cuidadosamente as suas opções:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É no momento em que se toma uma decisão que se escreve o nosso futuro (em todos os segundos da nossa vida portanto). De todos os possiveis finais para a nossa história pessoal, a cada decisão que tomamos, por mais insignificante que possa parecer, mais nos aproximamos de um final e nos afastamos de um outro. Quanto mais longe se avançar num caminho, mais difícil será voltar atrás e encontrar aquela encruzilhada onde nos questionámos sobre a melhor direcção a tomar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem passa a vida a falar do futuro e vai vivendo o presente sem sensatez, ou aqueles que afirmam que amanhã logo será o dia certo para "aquela" decisão importante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais tempo andarmos às voltas perdidos na floresta, à toa e sem parar para ponderar inteligentemente as direcções, mais se ficará desorientado e perdido. Por cada passo numa direcção casual, por cada dia que apesar de perdidos caminhamos, mais afastados podemos estar a ficar de achar a nossa meta, e possivelmente mais perdidos ficaremos. Cada dia de caminho que não seja na direcção certa, implicará outro dia para regressar nas mesmas passadas, e um dia, podemos já não ir a tempo de voltar atrás...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certos caminhos deixam marcas para sempre, certas decisões trazem consequências irreversíveis, e sempre que uma oportunidade passar, há possibilidade de nunca mais voltar a tê-la. Os sorrisos e as lágrimas vão e vêm, mas uma decisão insensata pode causar danos vitalícios. Todos os minutos que passam são minutos a menos entre nós a morte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-112338212244272659?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/112338212244272659/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=112338212244272659' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/112338212244272659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/112338212244272659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2005/08/para-quem-ainda-acredita-que-existe.html' title='Para quem ainda acredita que existe livre-arbítrio:'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-111871124596609833</id><published>2005-06-14T01:41:00.000+01:00</published><updated>2005-08-11T20:43:49.440+01:00</updated><title type='text'>O Jogo dos Vivos</title><content type='html'>Qualquer jogo para que seja envolvente necessita de ser desafiante, de alguma componente competitiva, de trazer ou proporcionar algo de novo, inesperado, que implique um mínimo de esforço para que nos recompense com sucesso. Imagine-se o que seria jogar um jogo de perguntas sabendo todas as respostas. Sem o desafio de falhar ou de competir com alguém por uma pontuação (por exemplo), tornar-se-ia um simples exercício de memória, e sem o desafio do esquecimento, seria um exercício de pura repetição da memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine-se: quem viria encarnar no planeta Terra, experienciar a vida humana, se já tivésse obtido todas as respostas a todas as perguntas e mistérios possíveis? O que haveria a descobrir aqui se já tudo se soubésse, se tudo já fosse adquirido? Qual o propósito de encarnar repetidamente, em condições semelhantes? Certamente haverão ainda muitas coisas para se descobrir, e por muitos seres pelos vistos, ou não seria este um planeta tão habitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejam bem vindos então ao Jogo dos Vivos. O seu objectivo é viver até morrer, tendo o jogador possibilidade de prolongar ou reduzir o seu tempo de estadia. Aqui poderão experienciar a felicidade e a infelicidade, a dor e o prazer, o acordar e o adormecer, entre tantas outras coisas. Esperamos que se divirtam e que aproveitem ao máximo o que o Jogo tem para vos oferecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps: Se tiverem alguma dúvida quanto ao regulamento, escrevam à vossa mente/humanidade/divindade/demoneidade a pergunta pretendida, e aguardem a(s) resposta(s), sob variadas formas *.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Dependendo da capacidade pessoal de discernimento visual e inteligível, a resposta pode ser (mal) interpretada como lhe convier.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-111871124596609833?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/111871124596609833/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=111871124596609833' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/111871124596609833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/111871124596609833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2005/06/o-jogo-dos-vivos.html' title='O Jogo dos Vivos'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-111844952861191413</id><published>2005-06-11T00:47:00.000+01:00</published><updated>2005-08-11T20:54:38.223+01:00</updated><title type='text'>Cegos, chatos e birrentos</title><content type='html'>Por mais que uma criança queira ser matura e ter atitudes que provem a sua maturidade, continuará a ser uma criança, da mesma forma que um pássaro que sai do ninho e efectua o seu primeiro vôo não pode ter a mesma agilidade, a mesma compreensão da aerodinâmica, dos ventos, tudo aquilo que com o viver vai aperfeiçoar o seu vôo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência, a tentativa e o erro, e a noção de que por mais que se pense que se saiba, haverá sempre mais a aprender, é a prova de que todos somos crianças, mesmo que tenhamos diferentes níveis de maturação numa ou noutra área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A negação da nossa inexperiência, ou indignação quando alguém a afirma, é apenas evidência da nossa real infantilidade, reacção comparável ás birras de quem tem sono e quer à força ficar acordado. Mas as birras não enganam ninguém além do birrento, que não quer admitir a sua falta de maturidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A birra pode ser irritante, incómoda, incompreensível até, para quem tem de a suportar, porém, a mais absoluta cegueira acerca da birra está com o birrento, que esperneia, chateia, incomoda-se a si e aos outros, até conseguir cansar os outros ou e a si mesmo o suficiente para cair ou desistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter medo de sair do ninho, voar desajeitadamente e revelar a nossa imaturidade é sinal de maior cegueira e irracionalidade ainda, porque sem exercício as asas atrofiam, sem movimento os membros não se desenvolvem, sem pensar a mente não percebe... sem realmente analisar, o olhar é como um risco acidental numa folha de papel - acontece sem propósito definido, não resultanto numa conclusão em especial. Torna-se um risco sem razão, um desperdício de tinta, um desperdício de energia, de tempo, de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que há algo mais ridículo que ter os instrumentos para alcançar a compreensão da vida, e ficar sentado a chorar a incompreensão que deriva da falta de uso que nos damos a nós mesmos? Bem, mais ridículo, só talvez viver de forma a degradar as nossas capacidades de compreensão e esperar perceber alguma coisa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto vivemos para o Futuro, a Vida do Presente vai-nos passando pelos dedos como areia fina, e enquanto isso o Passado vai-nos perseguindo com todas as suas marcas e lágrimas, até nos lançar à morte e fazer de nós sombras e memórias. Quem não vive a vida mas vive o medo de sofrer e morrer, sofre e morre à espera da vida. E quem deixa a felicidade para amanhã já começa mal... já está a desperdiçar o dia de hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-111844952861191413?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/111844952861191413/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=111844952861191413' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/111844952861191413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/111844952861191413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2005/06/cegos-chatos-e-birrentos.html' title='Cegos, chatos e birrentos'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-111732548255736706</id><published>2005-05-28T23:52:00.000+01:00</published><updated>2005-08-11T21:20:07.806+01:00</updated><title type='text'>"O que não nos mata, faz-nos mais fortes"</title><content type='html'>Olho o lance de escadas e imagino-me a voar por cima deles. "Quantos metros serão? Talvez seja melhor nem pensar muito nisso, ou ainda me falta a coragem para saltar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho de novo e penso: "Não vou morrer de certeza, mas já dá para me esfolar... da mesma forma como imagino a corrida, o salto e a aterragem ilesa, também imagino a dor da queda...é melhor nem pensar nisso"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecho os olhos antes de arrancar, inspiro e..."lá vou eu"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De quê depende o sucesso? Da gravidade, da coragem? Da última coisa que se imagina no instante em que se aterra? Infantilidades! Que assunto mais infantil este...&lt;br /&gt;Sejamos maturos: a dada altura, os saltos cessam. Deixa de ser necessário correr como se não houvesse amanhã para conseguir saltar mais alto ou mais longe. Não... a dada altura os riscos alteram-se, e quando não nos temos a provar a nós mesmos, tentamos provar que nos podemos safar com outros lançamentos. Outras loucuras sociais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disseram-me que uma única vez que se prove heroína, e estaremos viciados.&lt;br /&gt;Já vi a morte residente nos olhos dos vivos, consumindo-os lentamente, como a uma sobremesa que se come gulosamente, como um sabor que se tenta prolongar o máximo possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que belos, fascinantes, e deliciosos são todos os venenos da vida. E que força nos dão, esses vícios que nos fazem sentir vivos após o mundo natural, a vida saudável e desinteressante ter fracassado. Então se descobrem os verdadeiros "rebuçados" da vida, a beleza que é o mundo, quando podemos vivê-lo com a ajuda de um qualquer estupefaciente. Ahhh!!! Que bom é poder saborear um cigarro, calmamente neste belo mundo, tão mais belo agora, enquanto arruino o meu sistema respiratório. Isto sim... é viver... ainda bem que existem as drogas, para compensar todos os entediantes esquemas que me consomem. Viva o café que me desperta do tédio da manhã, o fiél café que me desenrasca depois de uma noitada "bem vivida" entre fumo e alcoól até horas tardias. Ahhh!!! Que boa a liberdade de fumar, esta liberdade que não me podem tirar. A sociedade nem é tão má assim... apesar da indiferença, irracionalidade, miséria, frustrações, mediocridade, de todos os esquemas em que eu "tenho" de viver para conseguir ter alguma coisa e ser alguém nesta vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as drogas são maravilhosas... até vale a pena trabalhar um dia inteiro na pasmaceira, para desfrutar dos meus vários minutos diários de droga. Nem sei como há pessoas que não bebem um cafézinho, um copito, nem fumam um cigarrinho... ah... eu conseguia lá viver sem as minhas coisinhas. Só podem ser loucos, esses que não aproveitam o que a vida tem de bom, loucos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soube há pouco tempo que na minha família já morreram algumas pessoas de cancros vários devido ao tabaco, de cirroses e problemas de fígado devido ao alcoól, e de arteriosclerose e diabetes. Os filhos e irmãos dos mortos continuam os hábitos dos falecidos... será herança? Até aqueles cuja mãe lhes morreu nos braços devido ao vício, aqueles cujo tabaco envenenou fatalmente a esposa, ou aqueles cujos irmãos finaram bêbedos. Ahhh!!! Que bela é a vida... como é possível que as pessoas se matem? Loucos... E não é que já se mataram também!? Um enforcou-se e outro tomou 605 forte... e tudo isto apenas no espaço de três gerações e com relativa pouca pesquisa... se isto é o que se sabe, imagine-se o que não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bah... enfim.. todos morremos de qualquer forma um dia... e as melhores coisas da vida são as que nos fazem mal, e além disso, "o que não nos mata, faz-nos mais fortes"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora a sério...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que essa força se verifica nos problemas intestinais e digestivos, nos problemas de vista, na destruição do olfacto e dos pulmões, nos prejuízos ao sistema reprodutor, nos atentados aos neurónios e ao sistema nervoso, no enfraquecimento dos ossos, nos dentes amarelados, talvez? Não!? Nas olheiras? Nos músculos flácidos e nas reservas adiposas? Hmmm... no sabor do beijo?&lt;br /&gt;Quê!? Também têm "problemas" destes!? Hmmm...será porquê!?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora menos a sério...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo meu que é míope permitiu-me perceber o seguinte - quando se é míope, ao longe todas as mulheres (apesar dos seus contornos esbatidos) são maravilhosos e atraentes... espantoso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-111732548255736706?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/111732548255736706/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=111732548255736706' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/111732548255736706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/111732548255736706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2005/05/o-que-no-nos-mata-faz-nos-mais-fortes.html' title='&quot;O que não nos mata, faz-nos mais fortes&quot;'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-111629280638184190</id><published>2005-05-17T02:19:00.000+01:00</published><updated>2005-08-11T21:26:15.966+01:00</updated><title type='text'>"Não dá para explicar"!?</title><content type='html'>Originalmente como comentário ao post &lt;a href="http://umatretaqualquer.blogspot.com/2005/05/piercings1-kestao-de-ferros.html"&gt;"Piercings... 1 kestão de ferros?"&lt;/a&gt; de &lt;a href="http://umatretaqualquer.blogspot.com/"&gt;"Heaven or Hell??"&lt;/a&gt;&lt;span class="" style="display: block;" id="formatbar_CreateLink" title="Link" onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 8);ButtonMouseDown(this);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="down" style="display: block;" id="formatbar_CreateLink" title="Link" onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 8);ButtonMouseDown(this);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem...(a meu ver, claro) há duas maneiras de agir (talvez três): ou controlamos o nosso corpo (através da nossa mente e da compreensão dos fenómenos que vivemos), ou somos controlados por ele (através dos impulsos, reacções, hábitos e influências sociais e culturais). Cada um lá fará a sua opção de como se prefere colocar neste "tabuleiro de jogo" gigantesco que é a Terra e a existência humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez até haja uma terceira opção, um meio-termo, um ponto de equilíbrio onde o senso comum assenta. Aquele sítio onde não somos nem "carne nem peixe", nem "maus nem bons", nem "pretos nem brancos". Poderíamos chamar a essa opção a neutralidade, espaço ocupado pela vida animal (excepto Homem). Ou quem sabe poderemos incluir o Homem na vida animal e dar-lhe a possibilidade de existir nas mesmas condições de todos os nossos outros amigos animados (teoricamente) irracionais. Mas os outros animais não se furam com adereços metálicos por motivos estéticos, nem se matam por "desporto", nem colocam em risco o seu habitat por razões económicas (etc, etc...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah!!! (podem agora pensar) mas o ser humano é um ser racional e é diferente dos outros animais"..."e o ser humano é o único que tem consciência da sua individualidade, que tem noção de si mesmo, da sua personalidade"..."é a espécie dominante do planeta e isso demonstra a sua superioridade sobre todas as outras espécies".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também acho que sim, e que de facto o ser humano é um ser sem comparação neste planeta e que bem revela o seu tremendo potencial. Porém, com toda a sua superioridade, racionalidade e potencial, parece-me ser a única espécie que compromete intencionalmente a sua saúde com substâncias prejudiciais ou atitudes de risco à sua integridade - aos poucos de cada vez (será isso uma forma de equilíbrio!?), sem encurtar drasticamente a sua longevidade e ainda assim conseguir "aproveitar" a vida com umas "mocas e pazadas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem me tenha dito que "todas as coisas boas do mundo são as que fazem mal". Hmmm... o mundo é grande, e há muitas coisas, muitas possibilidades, variadas ocupações, imensas opções, e obviamente que não vou engolir essa de que tudo o que me dê prazer tenha necessariamente de ser escolhido entre as opções que me sejam prejudiciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, já divaguei imenso para além do tema central, mas isto tudo era devido à questão do controlo e da compreensão que temos do que nos impulsiona, e ás coisas que "não podemos explicar", apesar de toda a influência que possam ter sobre nós. Eu acho que todas as coisas que tenham importância suficiente em nós que nos levem a agir de determinada forma, e especificamente neste caso a fazer algo que nos pode até trazer problemas médicos, merecem o esforço de compreensão...é que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...isto de agir por impulso aos poucos e poucos, corremos o sério risco de um dia acordar e darmos por nós com uma vida repleta de coisas que nos controlam sem que tenhamos percebido em que altura é que saímos do "meio-termo" e caímos num estado de vivência adormecida...e então de repente somos adultos e lá estamos a contribuir passiva ou activamente para a nossa sociedade auto-destrutiva, capitalista e possivelmente (dependendo do ponto de vista) desiquilibrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais abraços&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-111629280638184190?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/111629280638184190/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=111629280638184190' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/111629280638184190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/111629280638184190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2005/05/no-d-para-explicar.html' title='&quot;Não dá para explicar&quot;!?'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-111580304879481660</id><published>2005-05-11T09:21:00.000+01:00</published><updated>2005-08-11T21:32:09.203+01:00</updated><title type='text'>O Caminho da Felicidade</title><content type='html'>"Não há caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho"&lt;br /&gt;Isto disse-o Mahatma Gandhi, e mesmo tendo noção de que cada pessoa o vai interpretar de uma forma diferente, em mim esta frase tocou num ponto importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguma vez na vossa vida se aperceberam de que os dias se tornaram iguais? É claro que iguais mesmo nunca são, mas iguais o suficiente para não se lembrarem das diferenças, ou iguais o suficiente para que as diferenças sejam coisas para vós irrelevantes. Estar vivo pode ser algo precioso, especial. Cada pessoa faz o que quer da sua vida, é certo, e mesmo que muitas pessoas afirmem que nada podem fazer da sua vida porque têm responsabilidades e obrigações, então pensem que se não a mudarem vocês, quem a mudará? Se esperam que a vida mude por si mesma, observem em vosso redor, e seja qual for o país em que se encontram, a sociedade que vos cerca é o que vos será oferececido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que para muita gente imaginar-se socialmente adaptado possa não ser de todo desagradável, ou possa até ser o sonho da sua vida. Não escrevo para essas pessoas. Se estas palavras vos confundirem, se não iluminarem de alguma forma espaços no vosso ser que estavam escurecidos, então talvez não devam continuar a ler, e em vez de lerem as palavras deste blog, voltem à vossa rotina diária e aos vossos hábitos que tão dificilmente devem ter conquistado. Escrevo para quem acredita que a felicidade pode ser algo diferente do que vivem actualmente. Escrevo para quem sente dentro de si que algo pode ser mudado (para melhor), para quem acha que a Humanidade poderia estabelecer novos rumos e abandonar algumas práticas, para quem acha que este estranho equilíbrio planetário entre super-potências e países do terceiro mundo poderia ser amenizado, e para quem sente que a apatia não é a melhor maneira de lidar com situações adversas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo para quem se fartou de ficar à espera que o mundo mude. Para quem gostaria que os sonhos fossem algo mais real do que sonhos, para quem acredita que concretizar sonhos é possível, e para quem está disposto a colaborar na mudança do mundo mudando-se a si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os vossos dias se tornaram tão iguais que na semana passada não aconteceu nada relevante o suficiente para ser escrito num pedaço de papel, ou se em cada dia não aconteceu pelo menos uma coisa especial que os façam recordar-se dele para o resto da vida, então é bem possível que tenham desperdiçado essa semana e/ou esses dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vossa vida não é especial e não se sentem felizes? Então há um caminho. O primeiro passo é agora, neste mesmo dia. Agarrem no vosso dia, na vossa vida, e comecem o vosso dia de felicidade, sendo felizes. Vão fazer o que vos faz sorrir, vão fazer aquilo que faria deste dia um dia especialmente feliz, e se funcionar, amanhã façam o mesmo, e continuem até que a felicidade seja o caminho onde pisam diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Têm medo? De quê? Da serem felizes hoje? Se têm medo do que ser feliz possa trazer, então já estão a viver no medo da infelicidade. Não há caminho para a infelicidade, a infelicidade está a ser o vosso caminho. Se não querem "viver felizes para sempre", vivam felizes até amanhã, e quem sabe... pode ser que lhe tomem o gosto e passem a gostar mais da felicidade do que do medo. Não é para isso que estamos vivos? Para sermos felizes? Alguém acredita que nascemos para viver tristes, infelizes, confusos, apáticos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vossa vida é vossa, não é de mais ninguém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-111580304879481660?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/111580304879481660/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=111580304879481660' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/111580304879481660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/111580304879481660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2005/05/o-caminho-da-felicidade.html' title='O Caminho da Felicidade'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-111560518596436771</id><published>2005-05-09T03:25:00.000+01:00</published><updated>2005-05-09T03:22:13.016+01:00</updated><title type='text'>Acreditar...</title><content type='html'>Quando não se acredita em nada, (ou se acredita em tudo) a vida é um mar de relatividades, onde nadamos frequentemente fora de pé. Acreditar em algo não implica inflexibilidade e fanatismo. Em cada pessoa pode existir um cientista ou um rato de laboratório. Acreditar não é partir de um preconceito e acreditar sem provas, mas dar tempo suficiente à crença para que se possa conhecê-la e estudá-la. Mas claro, para isso é necessário acreditar sinceramente na possibilidade da crença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O laboratório é sempre o mesmo - o mundo. A experiência também - chama-se vida, e compreende-se num intervalo entre o que parece ser inexistência ou eternidade (ambas desafiam as noções de espaço-tempo portanto são semelhantes). A diferença entre o cientista e o rato é simples: o cientista controla a experiência, ou tenta pelo menos compreendê-la. O rato é a cobaia da vida, sofre as experiências geralmente sem perceber bem o que aconteceu, porque aconteceu, e se sobreviver continua a ser objecto da vida, sem tirar conclusões daí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora da metáfora, os ratos e os cientistas são pessoas semelhantes... à primeira vista. Ambos podem aparentar-se calmos ou excêntricos, mas por razões diferentes. A diferença está na abordagem (da vida, claro):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No universo dos calmos, existem as que parecem calmas mas cuja mente fervilha de palavras, observam tudo com um olhar curioso, astuto, procuram aprendizagens e fazem associações e teorias de tudo. A qualquer momento a experiência pode tomar um rumo diferente e ensinar algo de novo, e mesmo quando se vai de A a D, pode-se fazer um desvio por B ou C, ou quem sabe ir além do D. Tentam aprender com tudo, para se munirem do máximo de conhecimentos possível que lhes possam ser úteis (ou seja, todos). Não são sociais (por falta de necessidade), mantêm-se focados nas suas observações e teorias, mas podem-se encontrar com outros para ocasionais trocas de informação. Não mudam de atitude conforme o dia ou a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há os calmos, de olhar vago e vazio, no chão ou no horizonte, que caminham de A a B, não observam nada de especial, ou se calha observarem pouca relevância pessoal terá, evitam pensar para não se distrairem (não vão perder-se antes de chegar ao B). O que lhes vai na mente é diverso, e nada terá a ver com o local onde se encontram ou com a experiência que estão a "sofrer", porque eles estão em todo o lado menos onde estão. As suas mentes estão reservadas para os sonhos diurnos, que normalmente lá ficam, porque passam a vida a caminhar de A para B. Frequentemente se encontram a caminhar de A' para B' julgando que se trata de C para D. Encontram-se frequentemente rodeados de outros semelhantes, movimentando-se em grupo para os mesmos destinos e fazendo companhia uns aos outros. Podem manifestar comportamentos opostos de dia e de noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os excêntricos há os verdadeiramente loucos, que vivem intencionalmente a experiência da loucura, tentando recolher o máximo de informações e vivências possível. Não vão de A para B, mas podem estar no L e ir para K ou M, J, P, F, etc... Manifestam grande inteligência quando abrem a boca para algo mais que parvoíces, surpreendendo os demais. Não são muito sociais nem é do seu interesse ser porque assim podem manter a distância necessária ao seu estudo. Entretêm-se e estudam os outros, enquanto os outros julgam que estão a ser entretidos. Sabem que são loucos sem necessidade de exercer loucuras para se afirmarem como são, pois a loucura sai-lhes naturalmente. O que dizem não é geralmente levado a sério, pois "são loucos"... Não mudam de atitude conforme o dia ou a noite (mudam de atitude várias vezes durante o dia e várias vezes durante a noite).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem também os excêntricos que querem ser excêntricos porque nas suas loucuras sentem-se integrados com outros excêntricos semelhantes. Geralmente não concluem grande coisa das suas loucuras (nem era essa a sua intenção). Também não vão de A a B, mas vão de A a D enquanto isso os mantiver entretidos (regressando sempre ao A no final). Quando o percurso de A a D se tornar demasiado banal e deixar de ser "loucura", saltam para E e recomeçam uma repetição entre E e H (voltando ao E no final). Movimentam-se em grupo e juntam-se para executarem as suas loucuras, formando sub-grupos sociais de gente "diferente". Frequentemente dizem coisas inteligentes, características no seu grupo de excêntricos, fascinando e atraindo os próximos e ganhando credibilidade, mas ocasionalmente manifestando estranhas "falhas" nas seus afirmações, podendo causar desconfiança temporária. Não mudam realmente de atitude conforme o dia ou a noite (apesar de ocasionalmente poderem dar essa impressão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: Verifica-se que um cientista calmo pode mutar para um cientista excêntrico (e vice-versa), durante períodos relativamente longos de tempo. Da mesma forma os ratos podem efectuar mutações de calmos grupais para excêntricos grupais, chegando-se a verificar essa mutação e re-mutação no espaço de uma semana ou até num mesmo dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-111560518596436771?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/111560518596436771/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=111560518596436771' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/111560518596436771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/111560518596436771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2005/05/acreditar.html' title='Acreditar...'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-111558228881380731</id><published>2005-05-08T20:54:00.000+01:00</published><updated>2005-05-08T20:58:08.823+01:00</updated><title type='text'>"Assanhadas"</title><content type='html'>Post original em &lt;a href="http://umatretaqualquer.blogspot.com/2005/05/assanhadas.html"&gt;"Heaven or Hell??"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="down" style="display: block;" id="formatbar_CreateLink" title="Link" onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 8);ButtonMouseDown(this);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje não tenho nenhuma história bonita para contar, portanto alerto os leitores para a possibilidade de não terminarem o texto mais sorridentes que no início.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui há uns tempos ouvia-se falar de romantismo e de amor eterno. Era uma coisa tão linda...&lt;br /&gt;Imaginem: havia reis maus, vilões do far-west, e outros bandidos do género, mas eram sempre poucos, e para eles havia sempre à altura um enviado herói representante do amor e da justiça (da lei também, quando a lei era feita por reis e governantes justos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bons ganhavam sempre, ficavam com a princesa ou com a menina mais querida, bonita e simpática da cidade, com um castelo e as riquezas e recompensas pelos seus actos heróicos, ou partiam em direcção ao por do sol no seu cavalo branco, enfim... viviam felizes para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os homens dos filmes (a preto e branco) cantavam, eram charmosos e vestiam-se bem, ofereciam o casaco às pequenas na noite fria, falavam eloquentemente em prosa ou poesia, e faziam tantas outras coisas românticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pobres mulheres dessa altura pareciam ser uns anjos...aliás, não era por acaso que a dada altura os anjos eram representados como mulheres aladas. Toda a mulher cujo comportamento fosse marginal, era sem dúvida responsabilidade de algum brutamontes sem coração, barrigudo e estúpido que abusou tanto da moça que ela, pobrezita, acabou por se desviar do "caminho da luz e da pureza".&lt;br /&gt;E as coitadas que apenas queriam um homem sincero que as amásse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me também que a partir de certa altura os bons da fita já não tinham apenas uma mulher, e as mulheres por seu lado começavam a demonstrar alguns comportamentos que só se viam antes nos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres tornavam-se sedutoras, fumadoras, agressivas, descontroladas e impulsivas. E os homens foram perdendo o romantismo. Já ninguém morria por amor. Podia-se arriscar a vida pela "boazona" da fita, e era certo que o herói a salvava ou era ela que morria colocando-se em frente à bala. No fim o herói acabava com uma qualquer boazona que levava para a cama, acabando o filme com um beijo (mas já sem o feliz para sempre). Foi a "Era do 007".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O romantismo já era um mito de outros tempos. Iniciava-se a "Idade do Engate". Agora o "vencedor" era quem dava a tanga mais estilosa, o tipo corajoso com ar misterioso que nunca se revelava, mas atrás dos óculos escuros podia esconder qualquer realidade. A intimidade era coisa de velhos, dos casalinhos de avôzinhos queridos que nas suas faces cheias de rugas irradiavam o sereno sorriso da matura felicidade e de toda a vida ao lado do seu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indústria, evolução, grandes cidades, muita gente, cada vez mais gente, cada vez mais, e mais distantes. As mulheres lutam pelo poder, pelo direito de serem livres como o eram os homens.&lt;br /&gt;Emancipação da mulher para um lado, igualdade de direitos para o outro, e as mulheres aos poucos ganharam o direito de serem "homens", ou melhor... foram ganhando o direito serem tudo aquilo que era criticado nos homens. As tolinhas que acreditavam no amor dos filmes, eram apenas as campónias antiquadas, que sonhavam em ir para a cidade, conhecer um "principe" e viver feliz para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora as mulheres da cidade já não eram assim. As mulheres da cidade eram modernas e dinâmicas. Agora as mulheres já tinham o direito de dizer palavrões como os homens, dizer ao homem idiota "queres jantar então faz tu!", de trair o marido com o vizinho musculado, o polícia que lhe tinha perdoado uma multa e com quem tinha estabelecido uma relação secreta, ou o melhor amigo do homem com quem foi trocando olhares naquelas noites em que os homens se juntavam lá em casa para jogarem poker.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres tinham ganho os mesmos direitos dos homens numa altura em que "bons homens" já eram poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, já não há homens como antigamente, nem mulheres como antigamente. Os principes morreram, foram-se embora com as princesas ou então desistiram da carreira quando foram traídos pelo pirata do reino, e agora as mulheres eram seduzidas pelo objectos, pelo carro do homem, pelo físico musculado de quem passa metade do dia no ginásio ou ingere esteroides para inchar (o que revela a mente profunda de quem consome drogas para trabalhar a sua aparência), ou ainda pelo poder e dinheiro do homem, e pelas oportunidades profissionais que dormir com ele podiam trazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens destes dias? Broncos, pobres idiotas e falhados. Os românticos estavam todos mortos ou tinham-se tornado poetas ou artistas alimentados pela inspiração das drogas. Charmosos, só os que participavam em filmes com papéis de personagens de histórias antigas.&lt;br /&gt;Homens inteligentes? Só os enfezados do clube de ciências, de quem só as míudas (marronas) menos populares se aproximam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O calor do amor substituído pela paixão e pelo fascinio de engatar alguém completamente desconhecido numa noite dos bares ou na discoteca, onde a música alta, a falta de iluminação, drogas e alcool alimentavam todos os pensamentos menos o de encontrar ali o "amor da nossa vida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a "Era do Fast-Food, Fast-Cars, Fast-Love". Tudo é rápido e tão superficial como...tudo. A vida tornou-se uma corrida à adrenalina, não há limites, nem físicos nem mentais. A racionalidade morreu, agora é altura dos sentidos tomarem conta do jogo. Há que aproveitar a vida, e o amor é coisa de velhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh...os principes e as princesas morreram... não há tempo para se amar ninguém - o amor morreu por falta de manutenção - morreu de fome como um cão esquecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os anjos? Os anjos não nos salvam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anjos já não encontram corações puros, porque os humanos aprenderam a fugir aos corações com estimulantes, calmantes, esteroides, sexo e carne. O mundo tornou-se tão grande e cheio de coisas, e o ser humano tentou engolir tanto e tão depressa, que o coração ficou soterrado. Agora, da mesma forma como a Mãe Terra ficou envenenada com poluentes, seus rios sujos e seu ar pestilento, o ser humano encheu-se de químicos, sujou todos os seus fluidos corporais, e respira o ar e bebe o ar que ele próprio empestou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os corações? Esses fugiram com os principes ou decidiram hibernar, esconderem-se num bloco de gelo para não serem quebrados, porque se ninguém o fizer, o seu próprio dono tratará do assunto. Fugiram e agora quem os quiser encontrar só talvez na madrugada de Sábado para Domingo, quando a loucura da noitada foi forte o suficiente para matar a insanidade de mente, e o coração consegue respirar num sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os principes passaram de moda...&lt;br /&gt;As serenatas desapareceram...&lt;br /&gt;Os artistas enamorados morreram de fome porque o amor não rendia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os anjos?&lt;br /&gt;Os anjos morreram, envenenados em oceanos de poluição enquanto tentavam chegar aos corações afundados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-111558228881380731?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/111558228881380731/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=111558228881380731' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/111558228881380731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/111558228881380731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2005/05/assanhadas.html' title='&quot;Assanhadas&quot;'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-111558201658099953</id><published>2005-05-08T20:45:00.000+01:00</published><updated>2005-05-08T20:53:36.586+01:00</updated><title type='text'>"Piercings...1 kestao de ferros?"</title><content type='html'>&lt;span class="down" style="display: block;" id="formatbar_CreateLink" title="Link" onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 8);ButtonMouseDown(this);"&gt;Post original em &lt;a href="http://umatretaqualquer.blogspot.com/2005/05/piercings1-kestao-de-ferros.html"&gt;"Heaven or Hell??"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div class="comment-body"&gt;          &lt;p&gt;Não se aconselha a leitura deste comentário a pessoas influenciaveis, adolescentes com personalidades fortes e marcadas, ou jovens em fase de formação da personalidade. Aos que tiverem opinião formada e fixada sobre o assunto, poupem-se à leitura, pois é uma perda de tempo. A todos os curiosos que quiserem continuar, não me responsabilizem pelo despertar de algum neurónio esquecido, ou pelo contrário, falecimento dos neurónios funcionais. Foram avisados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou começar por comentar o conceito de sexy e de beleza. Quem estudou história de arte ou passou de raspão sobre alguma pintura renascentista (por exemplo), já deve ter reparado que o ideal de belo da altura eram mulheres com mais curvas e "saliências". Aposto que um homem desse tempo observaria um mulher com corpo de Barbie (usei a Barbie pois é a boneca que serve de exemplo de "perfeição física" ao ser humano contemporâneo) e pensaria que a pobre mocinha seria de famílias muito pobres e não tinha muita comida da mesa. Da mesma forma, um homem de olhos azuis e cabelo louro é considerado atraente nos países mediterrânicos, enquanto um homem de olhos e cabelos escuros será "cobiçado" pelas mulheres num país nórdico. Atrevo-me a dizer que o conceito de belo, atraente e portanto sexy, é uma coisa muito relativa, que resulta não de uma opinião formada pessoalmente, mas de uma influência mundial, continental e/ou cultural. Ainda noutras palavras, dependendo do sítio onde vivemos, somos habituados a entender determinadas características como belas. Isto a meu ver tira consideravelmente o valor real do conceito de beleza, e aliás, como se costuma dizer "o ponto mais erógeno do corpo é o cérebro". Agarrando agora na questão dos piercings e outros acessórios, achos sensato ter a noção de que o que é belo hoje amanhã pode não o ser. Quanto aos riscos implícitos numa perfuração (sejam piercings, tatuagens ou outras cirurgias), acho sensato ponderar sobre as possibilidades de infecções, contágios, nalguns casos até gangrenas que obrigam a que sejam retirados cirurgicamente os tecidos mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora bem, respondendo portanto à pergunta sobre qual o melhor sítio para fazer um piercing - não é. Eu prefiro a beleza interior (aquela que irradia pelos olhos, e que não necessita de enfeites, e que não muda consoante o país e a década), à beleza da moda, que escraviza as pessoas com cultos do corpo e da superficialidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: Os piercings, tatuagens e acções semelhantes provêm de rituais tribais de maturidade, hábitos culturais de algumas tribos que incluiam a modificação dos ossos (como o alongamento dos pescoços ou ovalização do crâneo), ou até de práticas "religiosas" (não ocidentais) de controlo do corpo através da dor. Já vamos no ano 2005 D.C., e ainda somos estimulados por argolas, astes e esferas de metal... Quem tiver curiosidade dê uma olhada a um livro de Psicologia e procure Reflexologia, de Pavlov.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços&lt;/p&gt;         &lt;/div&gt;         &lt;br /&gt;&lt;span class="down" style="display: block;" id="formatbar_CreateLink" title="Link" onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 8);ButtonMouseDown(this);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-111558201658099953?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/111558201658099953/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=111558201658099953' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/111558201658099953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/111558201658099953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2005/05/piercings1-kestao-de-ferros.html' title='&quot;Piercings...1 kestao de ferros?&quot;'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-111555151988180763</id><published>2005-05-08T20:31:00.000+01:00</published><updated>2005-05-08T12:25:19.886+01:00</updated><title type='text'>Despedidas</title><content type='html'>Adeus gente deste mundo.&lt;br /&gt;Tenho vindo a descobrir que aos poucos deixei de existir. Não sei se poderei chamar-lhe de morte... ou algo mais semelhante a erosão. Foi isso mesmo... Fui vítima da erosão garanto-vos!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venho-vos doar palavras sem ídolos, apesar de dizerem que uma imagem vale mil palavras e de ser mais fácil seguir ídolos do que palavras. Eu não quero que ninguém me siga, mas sofro de um mal: valorizo a vida (com todo o respeito pela morte, sobre a qual espero manifestar-me mais adiante), e assim faz-me alguma confusão imaginar que a morte possa ser o fim de tudo e que as minhas construções nestes anos de vida apagar-se-ão à medida que o coração parar de bombear sangue para o cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é portanto o meu legado à humanidade. Deixo-vos tudo, menos à minha vida que levo comigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-111555151988180763?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/111555151988180763/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=111555151988180763' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/111555151988180763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/111555151988180763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2005/05/despedidas.html' title='Despedidas'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12738011.post-111555930267201501</id><published>2005-05-08T14:41:00.000+01:00</published><updated>2005-05-08T14:35:02.680+01:00</updated><title type='text'>A culpa é do Ensino</title><content type='html'>Há pouco lembrei-me da minha infância. Porquê? Porque li uma vez que se nos queriamos conhecer a nós mesmos, tinhamos de compreender de que forma o nosso Passado deu origem a quem somos hoje. De início também pensei que já era difícil o suficiente lembrar-me do que havia jantado ontem, mas achei que não havia nada a perder. Acontecia-me muito isto no Passado: pensar que qualquer direcção é melhor que não ir a lado nenhum, que não há nada a perder em tentar, pois mesmo o "fracasso" torna-se aprendizarem e deixa de ser fracasso. Adiante, com a prática comecei realmente a lembrar-me de muita coisa no meu Passado, e deixei de agir impulsivamente sem saber porquê, passando a agir impulsivamente sabendo exactamente porquê (ou julgando que o sabia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Mas já estou a entrar novamente por outros assuntos. Já me disseram que eu faço muito isto (que estou a fazer agora mesmo), que para explicar ou contar uma coisa dou voltas e voltas e nunca mais chego ao "fim da história". Geralmente quando alguém faz uma pergunta, espera que lhe respondam, não que lhe contem a história de como chegámos à resposta e do que achamos da pergunta. Lembro-me da minha mãe me contar histórias do emprego e perder-se em tantos pormenores (e muito tempo perdia ela a tentar lembrar-se dos pormenores), que eventualmente eu lhe dizia "esquece esquece, não interessa, conta lá então o que se passou!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas lembrava-me eu da minha infância:&lt;br /&gt;Recordo-me da minha vida preenchida de criança, brincar, ver televisão, as aulas de desporto (foram vários), e a escola. Nesses tempos, o pouco que me podia chatear era chegar tarde demais a casa e perder um episódio de um qualquer programa, ou não achar facilmente uma peça de Lego (tm) que tinha a certeza estaria escondida em frente aos meus olhos. Tinha grandes notas na escola, não me lembro se era muito sociável ou não, mas não tinha conflictos com ninguém apesar de não me lembrar de brincar muito fora de casa. Namorar nessa altura era coisa que me passava completamente ao lado. Achava algumas meninas mais bonitas que outras, mas não compreendia o propósito dos namoricos e achava essas brincadeiras infantis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha mente dá então um salto temporal, e lembro-me de uma aula do 10º ano talvez, de estar farto de passar os meus dias enfiado naquela escola de dois andares fria, branco-sujo e velha. O equipamento escolar era feio (mesmo o que era novo), as mesas eram de um claro verde-menta enjoativo, e nesses tempos o pouco divertimento que eu encontrava dentro de uma sala de aula era quando achava um diálogo escrito na parede ou cravado na madeira das cadeiras (rígidas e pouco confortáveis), entre dois desconhecidos de duas aulas diferentes de tempos diferentes, que se correspondiam quando regressavam aquele mesmo lugar onde estava eu agora, e encontravam a resposta insultuosa um do outro. Nunca achei da minha conta interferir nas suas "conversas" privadas, pensando que hoje talvez o fizésse... nah... de facto não era da minha conta e não tinha nada para lhes dizer que não acabásse por se tornar objecto de algum adjectivo menos simpático à minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois era (pois foi), a escola aborreceu-me e tentou matar-me de tédio até eu descobrir que a vida não fazia sentido. Só pode ter sido a escola, porque os programas de televisão continuavam a ser interessantes, continuava a praticar algum desporto, e continuava a aumentar a minha colecção de Lego (tm).&lt;br /&gt;Ah! Já me esquecia da tal aula do 10º ano... nessa aula eu analisei o percurso e objectivos de um comum cidadão, e saiu algo do tipo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nascer, crescer e estudar para arranjar emprego e casar, e conseguir ter dinheiro para pagar as contas e poder ter um filho que repita o processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda hoje a minha colega de carteira se recorda deste meu enlace mental, revelando o trauma que lhe provoquei. Achava-a tão simpática. Era pouco social, mas isso era devido a ser sincera e admitir as suas ideias publicamente. De qualquer maneira nós davamo-nos bem, e ela dizia que me "compreendia", e para eu não me preocupar com os meus colegas porque eles eram uns parvos para toda a gente que fosse "diferente". Admirei-me com ela e pensei - "diferente!?". Ela era diferente, vestia roupas largas e coisas com folhos e rendados que pareciam ter pertencido à mãe, e eu achava-a engraçada, apesar de não perceber porque vestia aquelas coisas em vez de roupa mais actual. Parecia-me zangada com alguém ela, mas tinha uns olhos lindos azul água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois foi...lembro-me tão bem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...mas o mundo nessa altura não fazia sentido, e a culpa foi do Ensino. Os senhores do governo podiam tê-lo feito mais divertido, para evitar que os jovens sentissem necessidade de encontrar a razão de ser das coisas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12738011-111555930267201501?l=escritatribal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritatribal.blogspot.com/feeds/111555930267201501/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12738011&amp;postID=111555930267201501' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/111555930267201501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12738011/posts/default/111555930267201501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritatribal.blogspot.com/2005/05/culpa-do-ensino.html' title='A culpa é do Ensino'/><author><name>Paulo Trindade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11932969784667561374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry></feed>
